23 dezembro 2004

a véspera de natal

O natal é uma quadra em que todos, na medida dos possíveis, deveriam estar felizes, contentes por partilharem mais um ano com os seus. Para mim o natal é todos os dias; a vida não é um dado adquirido e portanto não gosto de passar um único dia sem dizer que gosto deles. Mas as pessoas andam ocupadas durante todo o ano e por isso aproveitam esta quadra para demonstrar o apreço que têm pelos seus amigos, familiares, etc. A questão é: o natal é só uma vez por ano e o pior é que esse carinho é demonstrado através de prendas (sim, disse prendas propositadamente)! As pessoas não querem perder, ou não têm, tempo e dirigem-se às catedrais de consumo para comprar pequenos pedidos de desculpa.
Eu acho isto tão triste... será que uma prenda consegue MESMO compensar o tempo não partilhado entre família? Não será mais importante demonstrar a todos e todos os dias que gostamos deles?
Este ano não tem sido particularmente fácil para mim, resta-me agradecer aos meus amigos que têm-me dado o melhor presente possível: o facto de estarem presentes na minha vida! Agradeço também aos meus pais e à minha irmã o facto de me deixarem tentar emendar os erros do passado. Agradeço também a uma pessoa, que nos últimos dois anos, me ensinou o verdadeiro significado de carinho e companheirismo e que apesar de tudo me ajudou a tranformar-me numa pessoa melhor...
Beijinhos a todos, não vos vou desejar muitos presentes, apenas desejo que tenham na vossa vida muitos amigos, familiares presentes.

21 dezembro 2004

o meu silêncio

Hoje por incrível que pareça não tenho nada a dizer, talvez porque já tenha dito tudo.
A felicidade é baseada em diversos pontos essenciais para que ela se mantenha inalterada, e não apenas em um. É isto que tento lembrar-me, mas está difícil. A vida prega-nos partidas e para variar também quero acreditar que têm um significado, ainda que eu não o compreenda. Mais que não seja porque edifica o carácter...
Na aula de comunicação vi uma curta-metragem linda que reflectia diferentes lições de vida e aprendi duas coisas:
1) os nossos verdadeiros problemas são aqueles dos quais nem chegamos a ter consciência.
2) existe sempre 50% de hipóteses de falhar em algo.
Apesar de não ser nada de novo para mim, gostei de saber que não sou a única a ver as coisas desta maneira e que independentemente de tudo ainda posso ter 50% de hipóteses de acertar em alguma coisa.

19 dezembro 2004

o espírito dos presentes e da presença


O armazém cá de casa , ou seja, a sala de jantar, está cheio de embrulhos lindos e vistosos.
Actualmente diz-se muito a palavra prenda e talvez seja interessante saberem que prenda é um termo comercial. Deriva do latim prendere, que como já devem ter adivinhado significa prender, isto é, e explicado de um modo simplista que agora não estou para mais (vão ao dicionário), através de prendas estamos a prender aqueles de quem gostamos, ou não.
Presente significa isso mesmo, ou seja, que determinada pessoa está presente no nosso pensamento. Portanto, vamos oferecer presentes como acto simbólico de que nos lembramos uns dos outros.
Bom Natal para todos e muitos presentes, afinal, é sinal de que temos alguém que se lembram de nós.

05 dezembro 2004

a utopia das mulheres...

Quem diria que somos tolerantes uns com os outros?
Basta analisar o comportamento dos homens e das mulheres (em especial do elemento feminino) para ver que nos andaram a mandar areia para os olhos toda a vida. É incrível, mas por estranho que pareça, as mulheres interessam-se sempre por homens não nada têm a ver com elas. Perguntam vocês: "E Porquê?", eu respondo: porque têm um problema qualquer com o complexo de édipo. Não há quem entenda, inclusivé eu, e sou uma delas.
As mulheres têm uma certa tendência para procurar o impossível num determinado homem. O que eu quero dizer é que elas "fisgam" um que lhes pareça suficientemente complicado, e depois querem modificá-lo à sua imagem. Aliás, a análise às profissões das mulheres ajudam a reafirmar a minha teoria. Normalmente os homens dedicam-se à criação de coisas que facilitam a nossa vida, já repararam?
E do que é que as mulheres gostam? Gostam de decoração, de cabeleireiros, de maquilhagem, moda e afins. Isto não nos dá logo uma ideia sobre o modo de processamento da informação na sua mente? Claro que dá! As mulheres gostam mesmo é de modificar, fazer um lifting ou transformar qualquer coisa. Acham mesmo que não o fazem com o espécime masculino que partilha a sua vida? Não é defeito, é feitio, não há nada a fazer.
Tenho uma amiga que é o exemplo vivo disto que vos relato. Apesar de ter batido umas quantas vezes com a cabeça na parede, continua na sua saga do homem impossível. Vê um desgraçado, sim, porque é mesmo um desgraçado, e depois inicia a sua manobra de processamento e melhoria de imagem (entendam melhoria de imagem, não no seu sentido literal, mas como uma percepção que temos de algo).
Não há mesmo nada a fazer, é algo que roça o nosso código genético. Eu já fiz o mesmo e portanto sei do que estou a falar. Aliás, acho que o meu problema foi descobrir isto, porque se não continuava feliz na minha ignorância. É que vocês não imaginam como é complicado lutar contra a minha herança genética. Isto que NÃO querer mudar o nosso Homem é algo muito complicado, porque assim temos de aprender a respeitá-lo tal como ele é.
E isso INDISCITIVELMENTE dá muito mais trabalho!

driving you slow

Finalmente tenho em meu poder o novo cd de The Gift! Não tenho palavras para o descrever, é pura e simplesmente perfeito. No entanto, o meu albúm preferido não deixa de ser o Film.
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Actress (AM - FM)
You're stuck at home, standing alone
This time you're choking with your words
Staring your face, faking an end
You act a dream that it's not yours
You pretend and perform, don't you ever stop trying
You were meant to beYou're suppose to be
The most happy girl in this whole world
You're a part of me
Don't you ever be
Far away from me in this whole world

01 dezembro 2004

give me please...


Five Minutes Of Everything

Give me please five minutes of everything
Those days when you wake up
And there's no one by your side
My arm slides slowly to my left side
And to my right side, there's no one there
To kiss you or to hear you
And you go out of bed
Thinking in those days that you need
You used to talk and talk about
And everything that stops your attention
You used to talk, talk about
Everything
Those days when you walk at the bar
And try to keep a conversation with somebody else
And no one out there you could sit down or walk
There's no one there.
Five minutes of love
Five minutes of hate
Five minutes I try to call your name
Five minutes of passion
And no one knows the right place to go
No meaning or just self-control maybe
And you walk out of there
You need to talk with somebody else
And to know the problems are waiting for
Outside the door
Are waiting for
The clock won't stop
And even if it stops
Five minutes of love
Five minutes of hate
Five minutes I try to call your name
Of passion
Five minutes of everything
Of everything
Maybe you want to talk about old questions
Right next to my ear
But I don't care about those silly things
Cause all I need is five minutes of everything

don´t look back, don´t look back...

No questionário de Proust a resposta à pergunta qual era o meu lema coloquei: Arrepende-te apenas aquilo que deixaste por fazer devido à falta de coragem. Acho que nunca tinha dito uma verdade tão grande! A verdade é que nós, só nos devemos arrepender daquilo que fica por fazer... As nossas decisões por vezes custam e marcam cicatrizes mais tarde, mas se não as fizermos como vamos saber? Aliás como é que aprendemos alguma coisa se não for pela tentativa-erro? Mesmo que nos arrependamos?
A resposta é simples: a vida é feita de cicatrizes, umas felizes e outras menos, mas são elas que nos transformam em pessoas mais conhecedoras e tolerantes com o próximo. Arrependermo-nos daquilo que se fez? Para mim são das desculpas mais tristes que já ouvi. Quando fazemos alguma coisa, errada ou não, tem sempre um motivo que aparentemente nos impele... além disso, para quê chorar sobre o leite derramado?
Meus amigos, a vida não é um dado adquirido e não se sabe o que pode acontecer de hoje para amanhã... por isso aproveitem cada minuto que vos é oferecido e não deixem por fazer aquilo que o coração vos pede. Pode magoar, pode fazer-vos chorar, mas se assim não fosse onde estava a emoção de viver?
Isto pode-vos parecer um pouco masoquista (e eu admito que talvez o seja), mas a questão é que eu sempre gostei de me por à prova. Digamos que eu gosto de lutar contra os meus impulsos, a minha própria vontade, não sei explicar melhor.
Mas é o desafio interior que me faz lutar por tudo. Chego à conclusão que o MEU desafio é desafiar-me constantemente, perante qualquer assunto de foro interior, tal como a minha mania da perfeição.
Aqui está algo que eu acabei de descobrir! A minha mania da perfeição passa por isto mesmo, vencer-me a mim própria (para os mais críticos, é uma redundância propositada). As descobertas que eu faço a esta hora da noite, é incrível, eu sabia que este blog servia para alguma coisa! Então pronto, acabei de descobrir que eu sou qualquer coisa que roça a psicopatologia e que faço de tudo para me contrariar... isto é doentio. Mas enfim, é assim que eu sou, e tenho de me habituar à ideia porque afinal é a única maneira que eu conheço de viver.