01 dezembro 2004

don´t look back, don´t look back...

No questionário de Proust a resposta à pergunta qual era o meu lema coloquei: Arrepende-te apenas aquilo que deixaste por fazer devido à falta de coragem. Acho que nunca tinha dito uma verdade tão grande! A verdade é que nós, só nos devemos arrepender daquilo que fica por fazer... As nossas decisões por vezes custam e marcam cicatrizes mais tarde, mas se não as fizermos como vamos saber? Aliás como é que aprendemos alguma coisa se não for pela tentativa-erro? Mesmo que nos arrependamos?
A resposta é simples: a vida é feita de cicatrizes, umas felizes e outras menos, mas são elas que nos transformam em pessoas mais conhecedoras e tolerantes com o próximo. Arrependermo-nos daquilo que se fez? Para mim são das desculpas mais tristes que já ouvi. Quando fazemos alguma coisa, errada ou não, tem sempre um motivo que aparentemente nos impele... além disso, para quê chorar sobre o leite derramado?
Meus amigos, a vida não é um dado adquirido e não se sabe o que pode acontecer de hoje para amanhã... por isso aproveitem cada minuto que vos é oferecido e não deixem por fazer aquilo que o coração vos pede. Pode magoar, pode fazer-vos chorar, mas se assim não fosse onde estava a emoção de viver?
Isto pode-vos parecer um pouco masoquista (e eu admito que talvez o seja), mas a questão é que eu sempre gostei de me por à prova. Digamos que eu gosto de lutar contra os meus impulsos, a minha própria vontade, não sei explicar melhor.
Mas é o desafio interior que me faz lutar por tudo. Chego à conclusão que o MEU desafio é desafiar-me constantemente, perante qualquer assunto de foro interior, tal como a minha mania da perfeição.
Aqui está algo que eu acabei de descobrir! A minha mania da perfeição passa por isto mesmo, vencer-me a mim própria (para os mais críticos, é uma redundância propositada). As descobertas que eu faço a esta hora da noite, é incrível, eu sabia que este blog servia para alguma coisa! Então pronto, acabei de descobrir que eu sou qualquer coisa que roça a psicopatologia e que faço de tudo para me contrariar... isto é doentio. Mas enfim, é assim que eu sou, e tenho de me habituar à ideia porque afinal é a única maneira que eu conheço de viver.