28 dezembro 2007
you grabbed my hand
Lembras-te dos nossos segredos inconfessáveis? Eu às vezes sim. Dou-me conta que deixo fugir um sorriso quando acontece. Não sei a razão, sei apenas que o faço, e definitavamente, mais vezes do que gostaria. Não falo do assunto com ninguém. Passaste a ser um mito urbano até porque provavelmente ninguém iria entender... nem mesmo tu, pois não?
24 dezembro 2007
e tudo um ano levou...
Perdi, reencontrei e conquistei estrelas que jamais esquecerei.
O ombro, as parvoíces, a mão, o abraço e o afago na altura mais que certa. Foi isto que ficou e que marcou definitivamente 2007.
10 outubro 2007
everything you want to give me
05 outubro 2007
dear prince charming,
So... i am wondering: WHERE THE F*** ARE YOU?
02 outubro 2007
hoje não
09 setembro 2007
what else?
Deixei-me de merdas. Estendo as cuecas do lado da janela para que não sejam objecto de curiosidade por parte da vizinhança. Não visto a pele de lobo mau e trabalho que me farto. É esta a minha vida. Sou a filha, a irmã e a amiga afável e atenciosa. Ainda não aprendi a fazer café, mas fartei-me de esperar por alguém que me ensinasse. Basicamente, cansei-me de esperar pela história a que todos deveríamos ter por direito. A um sábado à noite estou na minha sala em excelente companhia. Sou eu, a cadela e a gata. O que falta? Só mesmo o café. E por isso mesmo comprei uma nespresso.
08 setembro 2007
03 setembro 2007
hoje quero fingir
Hoje quero fingir que vais ficar por aqui um pouco mais. 27 agosto 2007
não é justo
Podes entrar mas não faças barulho e não me faças mais perguntas. Estou demasiado cansada. A sério que não quero mais. Não aguentaria uma nova cartada.
23 agosto 2007
uma manhã à hitchcock
"Ok. Pronto. Está combinado. Ficas na gaveta. Na tua gaveta, que espero sinceramente não ser ocupada por outras coisas despropositadas como tu. Será um segredo só nosso... É que uma sabe a pouco e duas são demais."
22 agosto 2007
"so please take the chance, be reckless with me ..."
Candyman,Escrevo-te porque voltei a fazê-lo... Eu sei que te magoa, que te incomoda e não contribui em nada para justificar o meu "mais-do-mesmo". E eu sei que tu, a todo o custo, queres acreditar que este é apenas mais um dos meus exageros. Mas não é. E se to digo é porque também eu gostaria que tudo fosse um pouco diferente. Mas, mais uma vez, não é nem vai ser, porque de facto não trazemos nada de bom.
O que nos separa, desconheço, mas a sensação de desconforto que acompanha o nosso silêncio é suficiente para saber que também tu o reconheces.
Queria poder dizer que gosto de ti, que me perdi e me encontrei. Não o posso fazer porque tu não deixas e não me permites qualquer passo em falso. Mas a culpa é minha, não é? Fui eu quem sempre afastei a hipótese de criarmos expectativas, de nos envolvermos, de escrevermos a dois um guião melodramático onde no final a protagonista é beijada pelo galã. Fui eu quem desta vez estragou a história glicodoce. Deve ser esta a sensação de um guionista que mata as suas personagens por orgulho e que se arrepende na fatídica noite da ante-estreia. A crítica adora e aplaude de pé, mas o sabor que fica a quem lhes dá o golpe de misericórdia é sempre azedo.
Mas se eu te disser que estou arrependida podemos cortar alguns "takes"?
12 agosto 2007
vida de cão
Sai do banho e veste-se à pressa. O ritual de todos os dias. Eu fico a vê-la, agora da minha cama. É simpática. Caótica, mas amorosa. Está sempre a queixar-se do tempo que não tem. E à conta disso, já passaram por aqui algumas pessoas que nunca ficaram muito tempo. Eu não me importo porque assim tenho-a só para mim. Mas ela às vezes chora. Muito. Felizmente, tão depressa começa como acaba, o que significa hora do passeio. O nosso tempo. Aquele que é só nosso. Onde não há mais ninguém. Nem a Francesca.
Essa é outra. Apareceu há dois anos. Pensei que não sobrevivesse porque era muito pequenina. Mas não. Não só cresceu para contar a sua miserável história, como ainda tem saúde para andar atrás de mim com as garras de fora. É chata e não gosto muito dela. Tem a mania de me roubar os croquetes para brincar com eles. Será que a parva não percebe que é de mau tom brincar com a comida, principalmente quando essa comida é a dos outros? A minha pessoa já está pronta. Dá uma festa à Francesca e outra a mim complementada com um beijo no focinho. Depois pega nas coisas dela e dirige-se para a porta com as chaves na mão.
Volta-se para trás antes de sair e diz: "Volto já. Não demoro muito. Gosto muito de vocês."
08 agosto 2007
o fatíco mais do mesmo
07 agosto 2007
les choses d´or
As minhas preferidas: o encosto num ombro, um beijo com um suspiro pelo meio, uma mão que se aperta no momento certo e uma palavra que se diz no mais absoluto silêncio.
05 agosto 2007
até já
Hoje encontrei-te e segui porque é suposto assim ser. Mas no momento em que o telefone toca, a conversa flui sem a noção do tempo ou do espaço que nos separou. Como se de um mero recado esquecido se tratasse. A despedida? Com um breve até já porque de facto é-o sempre.
01 agosto 2007
solilóquio
30 julho 2007
queixume
E apesar de eu querer a todo custo renunciar a falta que fazes, o esforço nunca é suficiente. Literalmente, nunca chega. Convenço os outros da ausência que não sinto, dos actos helénicos de que sou capaz. Mas também isto não me sobeja.
Fazes-me falta. Espero e desespero porque não sei quem és.
Porque te procuro e não te encontro.
Porque quero a todo custo acreditar que existes,
Ainda que noutro ponto distante do meu.
Serás tu quem:
Rir-se-á das minhas tolices com cumplicidade.
Adormecerá no meu sofá nas tardes de chuva.
Partilhará as minhas longas leituras para a tese.
E me ensinará a fazer café.
Será esta a minha outra pessoa?
recado na bancada da cozinha
Gosto de te ver dormir.
Durante todo o tempo que o fazes, tens um sorriso maroto na cara. E quando acordas, espreguiças-te como um gato. E também tu ronronas, baixinho, e enlaças-te em mim. É bom. És doce. Não me canso de olhar para ti, e por isso mesmo, fico sempre com a impressão que te observo em excesso. És uma criança crescida, que não tem lugar em lado algum. Tento a todo custo minimizar isso. É por isso que te sou tão aprazível. No fundo sei que não passam de gestos inglórios porque na verdade eu não faço a diferença. A vida não te é mais fecunda com a minha permanência nela. É irrelevante. E é desgastante para mim sabê-lo.
Não passo de um sofá confortável em que te aninhas quando precisas. Às vezes dou-me conta que existem alguns momentos, particularidades relevantes. Infelizmente, apenas naquela fracção de segundo. E isso não chega. Queremos à força arranjar um motivo para acordarmos juntos que não seja a vontade de não querermos dormir sozinhos. Por enquanto ainda não o encontrámos. Esta mentira conveniente dá cabo de mim. Mas ambos queremos vivê-la à força.
12 julho 2007
hoje não
11 julho 2007
ref.17061980
monólogo de marte
És um ser perfeitamente desconcertante, sabes isso não sabes? Roubas a alma, levas a essência sem permissão e depois gritas o habitual preciso-de-espaço... O que é desesperante. Aliás tu és desesperante. Capaz do melhor e do pior. Tão depressa dás, como no instante seguinte tiras o chão que pisamos.
"Não prendes, não ficas e nada prometes"... assim gostas tu de dizer baixinho. Mas é mentira. Tu prendes. E cansas. E não dás lugar a outra coisa senão à renúncia. No entanto, à lupa, és tu quem tem medo. Medo de te deixares levar e entregar. Medo de te perderes por alguém que não por ti. Mas um dia vai acontecer. E aí sim, tu vais entender que por mais caminhos percorras, que por mais depressa que corras não escaparás. E quando isso acontecer será a tua derradeira era da rendição.
07 julho 2007
há mais uma estrela no céu
Reparaste como brilha? Como ofusca todas as outras?
06 julho 2007
o que o silêncio não diz por ela
04 julho 2007
um adeus
03 julho 2007
a história da minha vida...
26 junho 2007
monólogo a dois
25 junho 2007
winning a battle and losing the war...
17 junho 2007
um dia diferente
11 junho 2007
o síndrome de uma miúda igual a outras tantas
06 junho 2007
recado no frigorífico
05 junho 2007
isto não é uma história é o estado de cagufa
04 junho 2007
o poder limitativo das palavras
É este o maravilhoso mundo feminino. Choramos. Muito. Mais do que seria necessário. Mais que não seja porque de pouco serve. Mas não. Nós insistimos.
Lava-nos a alma. É por isso. É assim que carpimos a nossa raiva, o nosso desgosto e também a nossa alegria. Acho verdadeiramente deliciosa a forma leviana como uma mulher o consegue fazer.
Quando paramos, damos por nós a rir que nem perdidas porque de facto somos seres perfeitamente desconcertantes. E sabe tão bem sermos assim...
30 maio 2007
little things
29 maio 2007
in a manner of speaking

28 maio 2007
lullaby
O que eu quero mesmo é ter certezas e essas ninguém mas pode dar... Talvez sejas tu capaz de o fazer um dia destes. Agora apenas quero pedir-te desculpa. Por ter fugido. Por sempre ter sabido e nunca aceitado.
Tenho medo. De te deixar. De te magoar. De te prender. Até mesmo de te fazer feliz. Porque acho sempre que mereces qualquer coisa melhor que não eu. De te fazer de meu porto de abrigo sem ser capaz de te dar algo em troca.
Mas sabe tão bem.
Não digas nada. Segura-me e não me deixes cair nunca. E deixa que eu faça o mesmo. Não porque o queremos, mas porque assim tem de ser.
Estamos juntos nisto quer queiramos quer não. É doença comum que não se trata. Que não nos deixa respirar, estejamos próximos ou afastados.
deixa contar-te como foi...
Antes de mais, quero agradecer-lhe:
Por me deixar encostar a minha cabeça no seu ombro todas as noites.
Por me aconchegar enquanto dormia.
Por me deixar proteger-lo enquanto o fazia.
Por querer fazer de mim a miúda mais feliz do mundo.
Por me levar a lugares longínquos.
Por me dar aquilo que considerava ser amor.
Por quer fazer-me acreditar que as histórias de amor ainda acontecem, ainda que ele nunca tivesse acreditado nelas.
Ambos resolvemos lutar contra todas as probabilidades e tentámos. Tentámos partilhar. Tentámos ser felizes. Tentámos acima de tudo amar da mesma forma.
Uns morrem por amor em excesso. Nós morremos porque o amor de um era o anti-cristo do amor do outro. Foi por isso.
Não vou apagar da memória o seu carinho, os beijos e o amor à sua maneira.
A questão é que o “menino dos cabelos encaracolados” não chegou.
Nada chegou. Nada foi suficiente para dizer agora que um dia fui feliz.
Não ficou nada. Não restam sorrisos de saudade doce. Resta apenas um lapso de tempo que não consigo reconstituir. É por isso que escrevo. Para te contar como foi. Para que também eu não me esqueça.
Lamento por ele.
Por não me ter deixado fazer mais.
Por não me ter amado como devia.
A verdade é que não o soube fazer.
Saiu pela janela de mansinho, só como o menino com alma de pássaro sabe fazer. Um menino que um dia julguei meu.
24 maio 2007
23 maio 2007
o ritmo substância das coisas
14 maio 2007
talvez a música mais doce...
We got the afternoon
You got this room for two
One thing I've left to do
Discover me
Discovering you
One mile to every inch of
Your skin like porcelain
One pair of candy lips and
Your bubblegum tongue
And if you want love
We'll make it
Swimming a deep sea
Of blankets
Take all your big plans
And break 'em
This is bound to be a while
Your body Is a wonderland
Your body is a wonder (I'll use my hands)
Your body Is a wonderland
Something 'bout the way your hair falls in your face
I love the shape you take when crawling towards the pillowcase
You tell me where to go and
Though I might leave to find it
I'll never let your head hit the bed
Without my hand behind it
You want love?
We'll make it
Swimming a deep sea
Of blankets
Take all your big plans
And break 'em
This is bound to be a while
Your body Is a wonderland
Your body is a wonder (I'll use my hands)
Your body Is a wonderland
Damn baby You frustrate me
I know you're mine all mine all mine
But you look so good it hurts sometimes
Your body Is a wonderland
Your body is a wonder (I'll use my hands)
Your body Is a wonderland
Your body is a wonderland.
11 maio 2007
a velha e a fé
Nunca ninguém soube dizer ao certo o que tinha acontecido com a velha. Mas alguém contou um dia que tinha sido um desgosto, o qual nunca chegara a superar.
Assim era ela. A velha da falésia. Todos os dias, os habitantes da terra a viam chegar e dirigir-se à falésia. Cumprimentavam-na, mas da sua boca nunca saiu palavra. Ficava calada, sentada nas pedras no último degrau antes do precipício.
Nunca se soube o que ela fazia sentada todos os dias na falésia. Mas ela sim.
A velha estava à espera. Mas tanto esperou que se esqueceu daquilo por que tanto esperava. Mas apesar dos anos lhe terem tirado a memória, a velha nunca deixou de lá ir. Acreditava piamente que se um dia aquilo que esquecera aparecesse, ela saberia de imediato aquilo que procurava.
Chama-se a isto fé. Fé pelas nossas certezas. Certezas que fazem com que nunca desistamos de respirar para saber que continuamos vivos. É isso que nos mantém vivos num mundo que se quer cruel, onde as pessoas já não conhecem a palavra amor, onde já ninguém respira tendo perfeita noção disso. É um mundo de mortos-vivos, onde ninguém sabe quem que é.
13 março 2007
pardal em cativeiro
És a minha alma gémea, aquilo por que eu esperei anos sem fim. Esperei até achar que estavas preparado. Infelizmente o medo de te perder não me permitiu esperar o suficiente. Admito-o: deveria ter sido mais forte, afinal aquilo que é nosso às nossas mãos há-de vir parar. Enfim, precipitei-me. Acabei por perder aquilo que por anos esperei.
Resta-me a certeza de que um dia tu me hás-de prometer o mundo e nessa altura, eu vou dizer que sim.