23 setembro 2005

a lua clementina e o mar tela de pintor

lua clementina.jpg



A lua poderá ser uma clementina perdida no céu.
E mar cor de púrpura a tela de alguém que ainda não encontrou o caminho para casa.

As estrelas poderão não passar de inúmeros candeeiros que iluminam o Universo.

E as palavras que me escreves ainda não as li porque o vento, dissolvido, as perdeu.

Mas conta-me uma história e faz-me acreditar nela.

Prometo não questionar...

17 setembro 2005

limiar do perfeito

Um abismo. Um passo para a frente e outros tantos para trás. O medo, de avançar ou de ficar parada, é sempre o mesmo. É medo de errar, medo de morrer, medo de não viver. Seja o que for.
Podemos modificar, dividir, adaptar, diminuir, subtrair, reordenar, inverter, combinar, adicionar, multiplicar, reagrupar ou inverter até, mas não deixará nunca de ser o que é, de ter a essência da primeira coisa.
Pergunto, até que ponto é-nos permitido fazer algo fora dos limites da própria natureza, da base, do já perfeito?

16 setembro 2005

09 setembro 2005

subjectividades

Tudo acontece num determinado tempo e num determinado espaço. Quer dizer, talvez seja mais ou menos assim, afinal certezas, ninguém as tem. Até porque se pensarmos bem no assunto, o tempo e o espaço são variáveis altamente subjectivas.
Nada se repete. É único e diferente de todos os outros. É o aqui e agora que nunca mais volta atrás, ainda que por nossa vontade fosse repetido vezes sem conta, tal como o som resultante de um disco riscado.
Mas mesmo assim, nunca igual, nunca mais o verdadeiro.