28 fevereiro 2005

não-madalena

A Madalena é uma pessoa muito carismática, adjectivo ideal quando se quer caracterizar alguém que tem uma qualidade indescritível. É pura e simplesmente diferente... Mas não aos olhos de toda a gente. É preciso ser-se, também, especial para perceber a sua maior virtude. Aliás, eu prória nunca a compreendi muito bem. Às vezes parece uma criança... anda sempre no mundo da lua, como se costuma dizer. A verdade, é que ela passa muito pouco tempo na Terra. Ela está sempre a viajar para sítios onde a alma é a única bagagem que pode levar. O tempo não interessa, é apenas mais uma das muitas maneiras que utilizam para controlar as nossas viagens e por isso nunca tem relógio. São as suas vontades que iluminam vagarosamente o seu caminho e por isso nunca tem pressa.
Não sei porquê mas eu sempre adorei este nome: Madalena... Acho que é por me chamar Bárbara, o que traduzido à letra significa não-Helena... Ou seja, logo à nascença fiquei com a marca da contradição. Mal nasci, o selo de contrariar tudo e todos foi-me posto abruptamente sem sequer me perguntarem nada. Pergunto, onde está aqui o livre arbítrio?
Mas a Madalena é diferente, diferente no sentido de o ser por natureza. É-o de um modo extremamente delicado, súbtil até, e por isso passa despercebida pelo meio da multidão. Aliás, ela não saberia viver de uma maneira completa, se se soubesse capaz de chocar alguém.
É a voz que nunca se ouve, mas que está sempre presente, acompanhando, silenciosamente, todos os meus passos, tudo o que faço. Ela não é nada mais que a personifição daquilo que sou, no mais profundo sonho.
Madalena: Nome hebraico, a dos cabelos penteados. Pessoa discreta e observadora que prefere ouvir a falar. Está sempre analisando seus sentimentos e revela preocupação com a vida espiritual.
Preciso de alterar uma coisa... Bárbara traduzido à letra signfica não-Madalena.

uma ponta de imortalidade

O amor é imortalidade no sentido em modificamos, ou melhor, em que damos um bocadinho de nós aos outros... não tem de ser necessariamente apenas a uma pessoa. Mas é isso que sobrará de nós. Uma pessoa não existe sozinha, existe sim, através das experiências que tem com os outros. O amor é algo que permite marcar alguém que nos foi, é ou será importante. Quem é, não interessa. O que interessa é que esse bocadinho que foi levado faça alguma diferença...
Esta é talvez a música que retrata aquilo que tentei explicar a um amigo... Say goodbye
.
.
So here we are tonight,
you and me together
The storm outside,
the fire is bright
And in your eyes I see
what's on my mind
You've got me wild
turned around inside
And then desire, see, is creeping
up heavy inside here
And know you feel the same way
I do now
Now let's make this an evening
Lovers for a night, lovers for tonight
Stay here with me, love, tonight
just for an evening
When we makeour passion pictures
You and me twist up
secret creatures
And we'll stay here
Tomorrow go back to being friends
Go back to being friends
But tonight let's be lovers,
We kiss and sweat
We'll turn this better thing
to the best
Of all we can offer,
Just a rogue kiss
Tangled tongues and lips,
See me this way
I'm turning and turning for you
Girl, just tonight
Float away here with me
An evening just wait and see
But tomorrow go back to your man
I'm back to my world
And we're back to being friends
Wait and see me,
Tonight let's do this thing
All we are is wasting hours
until the sun comes up it's all ours
On our way here
Tomorrow go back to being friends
Go back to being friends
Tonight let's be lovers, say you will
And hear me call, soft-spoken whispering love
A thing or two I have to say here
Tonight let's go all the way then
Love I'll see you,
Just for this evening
Let's strip down, trip out at this
One evening starts with a kiss
Run away
And tomorrow
back to being friends
Lovers...love...lovers
Just for tonight, one night...love you
And tomorrow say goodbye

27 fevereiro 2005

um toque mágico

Em conversa, um amigo perguntou-me se eu já tinha lido "O principezinho", dado que a minha maneira de escrever tinha algumas semelhanças. Para ser sincera, tinha lido apenas algumas partes para um trabalho da faculdade, mas depois, a curiosidade levou-me a ler o livro completo. Pois bem... não parei! Bebi todas as palavras, com grande entusiasmo, tal qual como uma criança; que com grande orgulho faço por manter dentro de mim. O livro creio que todos já conhecem, mas penso que nunca é demais reafirmar que é um livro intemporal, para todas as idades. Aliás, se me é permitido acrescentar (claro que é... estou no meu blog) penso que seja um livro em especial para adultos. Não um adulto qualquer... Um adulto não iria dar o verdadeiro valor ao pequeno grande livro. O que se retira do livro é algo que ultrapassa as palavras.

Sempre fui da opinião de que as palavras limitam um pouco a existência humana. Basicamente, as palavras impedem que as pessoas atinjam outros domínios não abrangidos por elas. Pois é, o sentimento, uma amizade nunca poderá ser realmente traduzido em alguma coisa. É porque é, e assim fica sem mais explicações. E neste caso, Saint-Exupèry foi capaz de jogar como ninguém com situações, personagens, diálogos e palavras.

Gostei especialmente de dois pontos no livro- a relação do principezinho com a flor do seu planeta e o diálogo entre o principezinho e a raposa.
O primeiro porque retrata, de um modo geral, a capacidade que temos de lidar com as fragilidades dos outros. Normalmente as pessoas têm a tendência para apontar o dedo às outras, é muito fácil não acham? E não me venham dizer que não faz mal se forem críticas construtivas. Para mim é muito mais importante ter um amigo que saiba entender os meus erros, do que ter um que à primeira hipótese está a dizer o que posso/devo ou não fazer. É isso que trata a amizade, a capacidade de compreensão e de respeito entre as duas partes, mesmo que muito diferentes. É a capacidade de partilha apesar de todas as contrariedades da vida, é a amizade pela substância da pessoa e não propriamente pelos seus actos. Mas há que ser condescendente... a maioria das pessoas têm uma pala nos olhos, tal qual bestas de trabalho, que não lhes permite ver um pouco mais além. E com eles, principalmente com eles, é necessário um certo de nível de altruismo. Aliás, acho que única e exclusivamente com eles.

E isto vai dar invariavelmente à segunda coisa que mais me cativou no livro - a conversa entre a raposa e o menino dos cabelos dourados. Para que nos tornemos realmente importantes, e para que não sejamos todos iguais à vista de alguém, é imperativo cativar essa pessoa, criar laços com ela. O modo como se o faz nao interessa... se cada um o fizer à sua maneira, teremos definitivamente um lugar cativo no seu coração. O acto de cativar depende de cada um de nós. Cada um cativa com um aspecto diferente, se assim não fosse, continuavamos a ser todos iguais, não é? E é esse "toque" da nossa personalidade, com esse aspecto que nos tornamos diferentes e não indiferentes. É uma espécie de magia que paira em nosso torno que nos torna especiais. É esse toque de magia que nos permite criar laços uns com os outros. É isso que nos torna especiais para os outros e para nós próprios. E não se esqueçam: what is essencial is invisible to the eye.

26 fevereiro 2005

apagar

Escrevo, apago, escrevo, apago e é isto que sobra - nada...
.
Não podia ser mais apropriado...
.
" Escrevia uma página. Relia-a e cortava logo alguns parágrafos. Voltava a lê-la e tirava algumas frases. Depois ia às palavras. Reparava na inutilidade de muitas e extraía-as. O que se encontra após uma vírgula também pode desaparecer. Um ponto e vírgula geralmente indicia a ineficácia das frases que une, e eram retiradas. Continuava assim durante algum tempo. Se não fosse a sua mulher roubar-lhe a página, restaria uma palavra ou talvez nada.
Ele precisava tanto de escrever como de apagar o que escrevia"
in Pedro Paixão.
.
Ele é como eu...

the little prince


.
“- Good morning," said the fox.
-Good morning," the little prince responded politely…
…
-Come and play with me - proposed the little prince. - I am so unhappy.
- I cannot play with you - the fox said. - I am not tamed.
…
But, after some thought, he added: - What does that mean “tame” ?
…
-It is an act too often neglected - said the fox. - It means to “establish ties” .
…
- One only understands the things that one tames – said the Fox. - Men have no more time to understand anything. They buy things all ready made at the shops. But there is no shop anywhere where one can buy friendship, and so men have no friends any more…”

.


What is essential is invisible to the eye.

25 fevereiro 2005

palavras soltas

"O que me tranquiliza
é que tudo o que existe,
existe com uma precisão absoluta.
O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete
não transborda nem uma fração de milímetro
além do tamanho de uma cabeça de alfinete.
Tudo o que existe é de uma grande exatidão.
Pena é que a maior parte do que existe
com essa exatidão
nos é tecnicamente invisível.
O bom é que a verdade chega a nós
como um sentido secreto das coisas.
Nós terminamos adivinhando, confusos, a perfeição." in Clarice Lispector

.
"Livre de quê? Que importa a Zararustra! Mas o teu olhar deve dizer-me claramente: Livre para quê?" in Nietzsche
.
"Importa que não haja ilusões sobre este ponto: é que todos podemos morrer de sede em pleno mar." in João Fernandes
.
"Se as coisas são inatingíveis... ora!
não é motivo para não querê-las.
Que tristes os caminhos,
se não fora a mágica presença das estrelas!" in Mário Quintana

...a fonte da minha inspiração literária

Normalmente, comento o que consegue sobreviver ao trânsito, à exaustão, às brigas, às buzinadelas na ponte e àquela rotunda do Centro-Sul que me transforma num animal igual a tantos outros que por ali circulam. Se a memória por vezes fraqueja é porque presencio a tanta bestialidade que quase petrifico. Petrificado, o meu estado actual, significa transformado em pedra, assombrado, estarrecido, que nao se desenvolve, que não evolui. Assombrada sim, mas evoluo, pelo menos mediante as minhas capacidades. Se bem que, e nisto devo ser sincera, as minhas capacidades não estão na sua performance óptima... pois não estão, não. Continuando na minha dissertação sobre whatever (ouvi dizer que esta palavra tem direitos de autor, mas sinceramente que se lixe o autor!) estava a dizer que mediante todos os actos de bestialidade com os quais nos deparamos actualmente, como ter tempo para reflectir sobre coisas mais importantes? Sim, já sei, tenho de aprender a ser superior. Mas eu respondo-vos do seguinte modo: Somos ser sensíveis certo? Somos seres que estamos abertos a todas as sensações vindas do exterior. É naturalmente tácito que uns tomam mais consciência dessas sensações que outros e que a isso se chama se percepção. Ora, se somos seres abertos às experiências exteriores é normal que mediante tanta bestialidade, as coisas realmente importantes passem um pouco despercebidas. Acontece exactamente o mesmo quando estamos perante algo verdadeiramente grotesco. Normalmente é mais fácil cativar a atenção de terceiros através do choque do que propriamente com algo verdadeiramente erudito, exemplo perfeito daquilo que vos retrato é aquele spot do shampô. E é assim que as coisas, que realmente interessam, acabam por desaparecer pelos meandros da memória. Aliás, o que é uma teoria perfeitamente plausível quando for acusada de memória fraca. Nessa altura que vou declinar a responsabilidade da minha falta de memória para os actos bestiais a que assisto todos os dias. O belo do português declina sempre as responsabilidades para terceiros. E é isso que vou fazer... Ando eu a ralar-me com politiquices e protocolos...
Hoje, o que sobreviveu a um dia muito atarefado foi mais um acto bestial, não no sentido de perfeitamente espantoso, mas sim de besta. Mais uma vez, a minha inteligência, a minha percepção das coisas realmente importantes foi atropelada por uma coisa realmente fantástica... que outro nome lhe chamar senão bestial.

siga!

"O importante não é o que fazemos de nós, mas o que nós fazemos daquilo que fazem de nós."
.
"O homem nada mais é do que aquilo que ele faz de si mesmo: é esse o primeiro princípio do existencialismo."
.
"O acto revolucionário é o acto livre por excelência."
.
"Podemos desfazermo-nos de uma neurose, mas não nos curamos de nós próprios."
.
"O homem não é senão o seu projecto, e só existe na medida em que se realiza." in Paul Sartre
.

A verdadeira virtude é ter consciência de tudo isto e mesmo assim conseguir lidar com toda a nossa mediocridade. No entanto, o sonho comanda a vida e portanto acho que é legitímo tentar. Aliás, já considero uma verdadeira vitória não desistirmos a meio do caminho, altura em que tomamos consciência dos nossos erros. Mas pelos vistos o Homem também precisa de errar, para que se possa concretizar. O que é isto de concretizar? Na minha óptica, entendo que seja passar do pensamento para o realizável. Lógico? Nem por isso, mas também não interessa nada. A escrita é, talvez, o meio de concretização menos nocivo de que tenho conhecimento e talvez por isso passe a vida aqui enfiada. Se não for através desta, ou de qualquer outra arte, acabamos sempre por ter de interagir com alguém, de comunicar, de partilhar experiências e para tal é necessário ter um maior sentido de responsabilidade. Responsabilidade para a qual não estamos aptos na maioria das vezes. Solução? Eu por mim fico-me por esta, assim como assim, este espaço é meu e portanto faço o que me dá na gana e não tenho de dar satisfações a ninguém. Não me lembro da última vez que me senti tão decepcionada comigo própria. Mas como diz o outro, os nossos verdadeiros problemas serão sempre aqueles de que não teremos consciência. Portanto, olha que se lixe! SIGA! Para a frente é que é o caminho e se tiver de me arrepender será sempre de alguma coisa que não fiz por falta de coragem. E agora uma frase de minha autoria e inventada à pressão porque hoje o mundo é meu!
Errar edifica o carácter!

substitui-te

"Substitui-te sempre a ti-próprio.
Tu não és bastante para ti.
Sê sempre imprevenido por ti-próprio.
Acontece-te perante ti-próprio.
Que as tuas sensações sejam meros acasos,
aventuras que te acontecem.
Deves ser um universo sem leis
para poderes ser superior."
.
Fernando Pessoa

fragilidades

Ser-se uma coisa evidente é ficar reduzido a quase nada.
Devia ter aprendido isto há muito tempo, mas não. Gostava de saber quem é que me enganou toda a vida ao dizer que ficamos sempre a ganhar com a sinceridade? Mais uma vez, só podia estar a sonhar... e mais uma vez a minha teimosia ganhou. Meu deus, quando é que aprendo? Provalvelmente, não será tão depressa... ainda me faltam umas quantas cabeçadas.
O barulho das ondas chega ao meu quarto e agora sim ouço-as claramente. Mas porque é que tem de ser sempre assim?
"É preferível não explicar nada e não o aceitar." in Franz Kafka

24 fevereiro 2005

passo a passo...devagar, devagarinho!

Passo a passo a coisa vai andando. Quem me conheça, minimamente, sabe que comigo tudo tem de ser à má fila! Nunca tive paciência para esperar, mas a minha vida está a tomar um rumo. Já fui à faculdade e tomei a iniciativa de começar a fazer alguma coisa por mim. As notas, ainda que nada por aí além, não foram más de todo e tendo em consideração a minha aplicação e o meu esforço, posso dar-me como feliz. Pode ser que me sirva de lição no próximo semestre... De qualquer maneira, a média é mais do que suficiente para eu poder avançar para voos mais altos.
Só me falta mesmo aprender a esperar... afinal é só mais um ano...

inquietudes

Normalmente, o mar e o sol ajudam-me a acalmar. Normalmente, vou para a praia para abafar no barulho das ondas o meu silêncio. E hoje, isso foi-me negado. Normalmente, fico horas sem que ninguém me dirija a palavra. Logo hoje, isso foi-me negado. Alguém estava a tentar dizer-me qualquer coisa, mas o quê?
Qualquer que tenha sido a mensagem, não a consegui ouvir. O barulho das ondas deve ter sido suficiente forte para levar palavras vãs, palavras que nunca me hão-de levar a lugar algum.
Começo a achar que as palavras vinham de dentro de mim, afinal era mesmo eu que estava a tentar dizer alguma coisa e fui eu que não as quis ouvir.
.
Bebido o luar, ébrios de horizontes,
Julgamos que viver era abraçar
O rumor dos pinhais, o azul dos montes
E todos os jardins verdes do mar.
Mas solitários somos e passamos,
Não são nossos os frutos nem as flores,
O céu e o mar apagam-se exteriores
E tornam-se os fantasmas que sonhamos.
Por que jardins que nós não colheremos,
Límpidos nas auroras a nascer,
Por que o céu e o mar se não seremos
Nunca os deuses capazes de os viver.
Sophia de Mello Breyner

monólogo

Quero dizer algo que nunca tenha dito, mas acho que é impossível... Hoje disse a um amigo que sempre disse o que tinha a dizer, mesmo que através de outras palavras. O problema é que por vezes as pessoas não percebem, ou não querem perceber, já não sei ao certo... O Homem é um ser complicado, evidentemente, que ao dizer isto estou a incluir-me, não sou diferente de ninguém... Mas às vezes falta a coragem de admitir, de dizer com toda a frontalidade, admitir qualquer coisa...não sei.
Temos definitivamente um problema de timing, como é costume. Pois é, é isso mesmo, um problema de timing... Uns fogem e os outros correm, não o suficiente para lá chegar. Pelo que aprendi, existem mesmo coisas que nunca se devem chegar a dizer... digamos que é por vontade de alguém... o que é que eu entendo disto... nada!
Hoje foi a última e derradeira tentativa.

22 fevereiro 2005

para um grande amigo

A pé, talvez nunca
De bicicleta também não
De carro, cinco, seis horas,
De avião, uma hora sem trânsito
Em pensamento... uma fracção de segundo

21 fevereiro 2005

blue

You give your love and friendship unconditionaly. You enjoy long, thoughtful conversations rich in philosophy and spirituality. You are very loyal and intuitive.

20 fevereiro 2005

de volta à carga!

Olá, caros leitores do espaço onde habitualmente só se leêm óptimos textos aliás, se me é permitido... verdadeiras obras literárias munidas de certa criatividade a qual já me reconhecida! Eh eh, como diz uma colega "presunção e água benta, cada qual toma a que quer!".
Agora com uns dias de descanso prometo voltar à carga; só não começo já porque estou verdadeiramente cansada... no entanto, queria agradecer às pessoas, que apesar de todas as minhas teorias sem qualquer fundamento, continuam a passar por cá para ler os meus posts.

03 fevereiro 2005

e quando tu me quiseres

Já que estou numa de citações levam também com esta. Este texto é do Pedro Paixão, autor que acompanhou a minha estada na Universidade do Algarve... andava à procura deste texto desde sempre...
.
"Queria dizer-te uma coisa que nunca te disse. Mas nunca vem a propósito. Quando ficas em silêncio muito tempo apetece-me quebrá-lo e dizer-te assim sem mais. Mas então sou eu que tenho medo. De não conseguir dizer senão outra coisa, se bem que próxima, e te conduza inevitavelmente ao engano. Então digo-te uma coisa qualquer para avaliar o teu estado de espírito e chego à conclusão que ainda não é tempo. Por vezes creio que já te disse sem querer, por outras palavras. Tu não ouviste ou não quiseste ouvir ou não achaste necessário prestar atenção, esforçares-te a responder. Quando for preciso vai ser tarde demais. Sim, é isso, se calhar é isso. É uma coisa para te dizer depois, quando já não estiveres aqui a meu lado para a ouvires. Uma coisa do tipo: quando me quiseres eu já não vou estar aqui para te querer."

não resisto...

Pois é meus caros amigos, prometi que voltava apenas dia 18 mas não consegui aguentar... tenho aqui uns aforismos de Teixeira Pascoaes que não resisto partilhá-los com vocês!
.
"O ideal da nuvem é o rochedo."
"O homem é todos os animais menos ele."
"Eliminem a palavra Humanidade e ficaremos cobertos de pêlo, num instante."
"A morte é a pessoa feminina de Deus." (eu não digo que as coisas más ficam sempre para as gaijas?)
"Quanto mais estranhos, mais intímos." (duh, basta olhar para a relação Homem-Mulher)
"Nascer, é pôr a máscara."
"A corrupção favorece as ideias novas."
(só nós sabemos...)
.
E o último e derradeiro
"O homem é ele e o mundo. Um boi é ele sozinho, armado de cornos contra os lobos." (nem comento...)