13 março 2007

pardal em cativeiro

Eu conheço-te como as palmas das minhas mãos... talvez até um pouco melhor.
Tu és eu e portanto quer tu queiras, quer não queiras, nós somos a mesma pessoa. E por isso, e independentemente de tudo o resto, eu vou continuar a querer ouvir as tuas histórias e tu as minhas.
És a minha alma gémea, aquilo por que eu esperei anos sem fim. Esperei até achar que estavas preparado. Infelizmente o medo de te perder não me permitiu esperar o suficiente. Admito-o: deveria ter sido mais forte, afinal aquilo que é nosso às nossas mãos há-de vir parar. Enfim, precipitei-me. Acabei por perder aquilo que por anos esperei.
O mais inacreditável é que não te consigo odiar. Ficou sim, a certeza de que não mudaste, a certeza de que és o pássaro que morre em cativeiro.
Resta-me a certeza de que um dia tu me hás-de prometer o mundo e nessa altura, eu vou dizer que sim.

09 março 2007

há mar e mar, há ir e voltar.

A lua não é a melhor conselheira... por isso prefiro o sol. O sol e o mar. A última vez que lá fui, faz agora dois anos. Por esta altura desejo nunca lá ter estado. Mas não é que tivesse mudado alguma coisa. Às vezes é preciso ir ao encontro das ondas para termos a certeza que não sabemos nadar. Não posso dizer que me arrependo. Arrepender é verbo para coisas que não fazemos por falta de coragem. Por isso acredito que o fui. Até talvez um pouco mais do que devia.
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Podia ter-me afogado. Mas não. Para marcar o final da aventura ficaram apenas algumas nódoas negras.
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Se lá voltava? Sem dúvida. É para isso que nasci. Há mar e mar, há ir e voltar.

euforismos à parte

A vida dá sempre mais voltas do que aquelas que estamos verdadeiramente à espera.