Falta qualquer coisa.
E apesar de eu querer a todo custo renunciar a falta que fazes, o esforço nunca é suficiente. Literalmente, nunca chega. Convenço os outros da ausência que não sinto, dos actos helénicos de que sou capaz. Mas também isto não me sobeja.
Fazes-me falta. Espero e desespero porque não sei quem és.
Porque te procuro e não te encontro.
Porque quero a todo custo acreditar que existes,
Ainda que noutro ponto distante do meu.
Serás tu quem:
Rir-se-á das minhas tolices com cumplicidade.
Adormecerá no meu sofá nas tardes de chuva.
Partilhará as minhas longas leituras para a tese.
E me ensinará a fazer café.
Será esta a minha outra pessoa?