06 julho 2007

o que o silêncio não diz por ela

Sinto a tua falta. E sinto também que não vou lutar contra isso.
Mas sinto que luto contra ti. Todos os dias, a todos os instantes.
Não vieste a calhar. E sinceramente é uma merda. No outro dia perguntaste-me se tencionava fugir. Na verdade a resposta é um redondo sim. E se ainda assim não fosse, perguntar-me-ia qual o objectivo de tudo isto.
Se calhar sou eu que estou errada. Sinto-me como um operário que não se lembra como desaparafusar porque passou a vida inteira a fazer exactamente o oposto. Mas talvez também não seja isto. Talvez não seja de facto suposto fugir. Porque provavelmente e porque no fundo não o quero fazer. Sabes uma coisa? Acho que gosto de ti.