Não falamos a mesma lingua certamente. Tu vens de vénus e eu sou de marte. E temos um problema de timing, ambos sabemos disso. É talvez este o único aspecto em que estamos de acordo. E quando procuro algo mais que isso vejo um grande fosso que nos separa. Tu és uma idealista. Eu pelo contrário não sou nada. Nem bom nem mau. Apenas não sou. O que para ti significa que não existo.
És um ser perfeitamente desconcertante, sabes isso não sabes? Roubas a alma, levas a essência sem permissão e depois gritas o habitual preciso-de-espaço... O que é desesperante. Aliás tu és desesperante. Capaz do melhor e do pior. Tão depressa dás, como no instante seguinte tiras o chão que pisamos.
"Não prendes, não ficas e nada prometes"... assim gostas tu de dizer baixinho. Mas é mentira. Tu prendes. E cansas. E não dás lugar a outra coisa senão à renúncia. No entanto, à lupa, és tu quem tem medo. Medo de te deixares levar e entregar. Medo de te perderes por alguém que não por ti. Mas um dia vai acontecer. E aí sim, tu vais entender que por mais caminhos percorras, que por mais depressa que corras não escaparás. E quando isso acontecer será a tua derradeira era da rendição.
És um ser perfeitamente desconcertante, sabes isso não sabes? Roubas a alma, levas a essência sem permissão e depois gritas o habitual preciso-de-espaço... O que é desesperante. Aliás tu és desesperante. Capaz do melhor e do pior. Tão depressa dás, como no instante seguinte tiras o chão que pisamos.
"Não prendes, não ficas e nada prometes"... assim gostas tu de dizer baixinho. Mas é mentira. Tu prendes. E cansas. E não dás lugar a outra coisa senão à renúncia. No entanto, à lupa, és tu quem tem medo. Medo de te deixares levar e entregar. Medo de te perderes por alguém que não por ti. Mas um dia vai acontecer. E aí sim, tu vais entender que por mais caminhos percorras, que por mais depressa que corras não escaparás. E quando isso acontecer será a tua derradeira era da rendição.