Antes que me esqueça quero contar-te como foi. Porque merece ser contado. Porque aprendi com ele, aquela que poderá ser a maior lição da minha vida.
Antes de mais, quero agradecer-lhe:
Por me deixar encostar a minha cabeça no seu ombro todas as noites.
Por me aconchegar enquanto dormia.
Por me deixar proteger-lo enquanto o fazia.
Por querer fazer de mim a miúda mais feliz do mundo.
Por me levar a lugares longínquos.
Por me dar aquilo que considerava ser amor.
Por quer fazer-me acreditar que as histórias de amor ainda acontecem, ainda que ele nunca tivesse acreditado nelas.
Ambos resolvemos lutar contra todas as probabilidades e tentámos. Tentámos partilhar. Tentámos ser felizes. Tentámos acima de tudo amar da mesma forma.
Uns morrem por amor em excesso. Nós morremos porque o amor de um era o anti-cristo do amor do outro. Foi por isso.
Não vou apagar da memória o seu carinho, os beijos e o amor à sua maneira.
A questão é que o “menino dos cabelos encaracolados” não chegou.
Nada chegou. Nada foi suficiente para dizer agora que um dia fui feliz.
Não ficou nada. Não restam sorrisos de saudade doce. Resta apenas um lapso de tempo que não consigo reconstituir. É por isso que escrevo. Para te contar como foi. Para que também eu não me esqueça.
Lamento por ele.
Por não me ter deixado fazer mais.
Por não me ter amado como devia.
A verdade é que não o soube fazer.
Antes de mais, quero agradecer-lhe:
Por me deixar encostar a minha cabeça no seu ombro todas as noites.
Por me aconchegar enquanto dormia.
Por me deixar proteger-lo enquanto o fazia.
Por querer fazer de mim a miúda mais feliz do mundo.
Por me levar a lugares longínquos.
Por me dar aquilo que considerava ser amor.
Por quer fazer-me acreditar que as histórias de amor ainda acontecem, ainda que ele nunca tivesse acreditado nelas.
Ambos resolvemos lutar contra todas as probabilidades e tentámos. Tentámos partilhar. Tentámos ser felizes. Tentámos acima de tudo amar da mesma forma.
Uns morrem por amor em excesso. Nós morremos porque o amor de um era o anti-cristo do amor do outro. Foi por isso.
Não vou apagar da memória o seu carinho, os beijos e o amor à sua maneira.
A questão é que o “menino dos cabelos encaracolados” não chegou.
Nada chegou. Nada foi suficiente para dizer agora que um dia fui feliz.
Não ficou nada. Não restam sorrisos de saudade doce. Resta apenas um lapso de tempo que não consigo reconstituir. É por isso que escrevo. Para te contar como foi. Para que também eu não me esqueça.
Lamento por ele.
Por não me ter deixado fazer mais.
Por não me ter amado como devia.
A verdade é que não o soube fazer.
Saiu pela janela de mansinho, só como o menino com alma de pássaro sabe fazer. Um menino que um dia julguei meu.