11 junho 2007

o síndrome de uma miúda igual a outras tantas

Vejo-o a dirigir-se a mim devagar.
Passo a passo, como alguém que quisesse outra coisa que não eu. E ainda que o veja a chegar, dou por mim incapaz de sair dali. Fico então ali, à espera. O meu coração entra em alerta encarnado. Ouço buzinas de emergência a ecoar na minha cabeça. E ainda assim não saio! Sinto o corpo sem chão, como se uma folha arrastada pelo vento se tratasse. E deixo-me ir.