Acordo e olho para ela. Espreguiça-se a jeito de Francesca e diz-me um "bom dia, amor" meloso. Corre para o chuveiro porque para variar está atrasada e enquanto lá está tenho a cama só para mim. Estico-me, rebolo-me e esfrego-me nos seus lençois. Ela não gosta muito, mas o "dadinha feia, não faças isso!" não é para ser levado muito a sério.
Sai do banho e veste-se à pressa. O ritual de todos os dias. Eu fico a vê-la, agora da minha cama. É simpática. Caótica, mas amorosa. Está sempre a queixar-se do tempo que não tem. E à conta disso, já passaram por aqui algumas pessoas que nunca ficaram muito tempo. Eu não me importo porque assim tenho-a só para mim. Mas ela às vezes chora. Muito. Felizmente, tão depressa começa como acaba, o que significa hora do passeio. O nosso tempo. Aquele que é só nosso. Onde não há mais ninguém. Nem a Francesca.
Essa é outra. Apareceu há dois anos. Pensei que não sobrevivesse porque era muito pequenina. Mas não. Não só cresceu para contar a sua miserável história, como ainda tem saúde para andar atrás de mim com as garras de fora. É chata e não gosto muito dela. Tem a mania de me roubar os croquetes para brincar com eles. Será que a parva não percebe que é de mau tom brincar com a comida, principalmente quando essa comida é a dos outros? A minha pessoa já está pronta. Dá uma festa à Francesca e outra a mim complementada com um beijo no focinho. Depois pega nas coisas dela e dirige-se para a porta com as chaves na mão.
Volta-se para trás antes de sair e diz: "Volto já. Não demoro muito. Gosto muito de vocês."
Sai do banho e veste-se à pressa. O ritual de todos os dias. Eu fico a vê-la, agora da minha cama. É simpática. Caótica, mas amorosa. Está sempre a queixar-se do tempo que não tem. E à conta disso, já passaram por aqui algumas pessoas que nunca ficaram muito tempo. Eu não me importo porque assim tenho-a só para mim. Mas ela às vezes chora. Muito. Felizmente, tão depressa começa como acaba, o que significa hora do passeio. O nosso tempo. Aquele que é só nosso. Onde não há mais ninguém. Nem a Francesca.
Essa é outra. Apareceu há dois anos. Pensei que não sobrevivesse porque era muito pequenina. Mas não. Não só cresceu para contar a sua miserável história, como ainda tem saúde para andar atrás de mim com as garras de fora. É chata e não gosto muito dela. Tem a mania de me roubar os croquetes para brincar com eles. Será que a parva não percebe que é de mau tom brincar com a comida, principalmente quando essa comida é a dos outros? A minha pessoa já está pronta. Dá uma festa à Francesca e outra a mim complementada com um beijo no focinho. Depois pega nas coisas dela e dirige-se para a porta com as chaves na mão.
Volta-se para trás antes de sair e diz: "Volto já. Não demoro muito. Gosto muito de vocês."