
Apareceu tão fugazmente quanto desapareceu sem deixar rasto.
Agradeço-lhe por não me ter acordado quando fechou a janela. Digo pela janela porque foi por ela que ele fugiu, mais uma vez. Chega-se de mansinho ao parapeito e parte, assim sem mais, sem barulho, nunca deixando para trás qualquer coisa que denuncie a sua presença. Eu nunca o vi verdadeiramente pois ele jamais se deixaria ver.
E assim nunca deixará de ser um sonho.
Certo dia, o menino assomou à minha janela. Fingi não o pressentir para que ele não ficasse desgostoso. Seria uma grande tragédia se o menino descobrisse que eu era capaz de reconhecer a sua presença. O menino precisa de pensar que é mais leve que uma pena e eu... eu faço-lhe a vontade.
Nada na vida é certo, o menino de cabelos encaracolados, muito menos.
De resto, eu já o sabia... O menino vai e vem conforme o vento lunar. Eu não me importo, e é assim que gosto dele, com alma de pássaro. O pássaro menino que não prende, que não fica e que tudo pede.
E assim nunca deixará de ser um sonho.
Certo dia, o menino assomou à minha janela. Fingi não o pressentir para que ele não ficasse desgostoso. Seria uma grande tragédia se o menino descobrisse que eu era capaz de reconhecer a sua presença. O menino precisa de pensar que é mais leve que uma pena e eu... eu faço-lhe a vontade.
Nada na vida é certo, o menino de cabelos encaracolados, muito menos.
De resto, eu já o sabia... O menino vai e vem conforme o vento lunar. Eu não me importo, e é assim que gosto dele, com alma de pássaro. O pássaro menino que não prende, que não fica e que tudo pede.