07 janeiro 2008

um raminho de salsa

A história repete-se infinitamente mais vezes do que aquelas que podemos presenciar para as depois contar. Porque faz parte da história da humanidade. Porque quer queiramos, quer não, tudo isto é bastante superior a nós, homens e mulheres que procuram incessantemente a sua outra parte. Também isto faz parte. E o mal não está no facto de não sabermos por onde ela anda até a encontrarmos, está sim no facto dessa parte andar por aí partida, ao sabor do vento. E enquanto a nossa inocência não nos é desfolhada, por vilões mil, a ideia de que a nossa outra parte é una permanece imaculada. A perdição, a verdadeira era da rendição, chega quando um dia nos apercebemos que de facto a nossa outra parte anda por aí, mas totalmente estraçalhada. E é neste momento que um de nós perde o norte. A caminhada perde sentido e optamos na maioria das vezes por ficar à beira-rio a ver passar navios. Apesar de estarmos absolutamente convictos que é neste ponto que perdemos o rumo, a esperança de encontrar ali a parte milésima da nossa outra parte nunca morre.
Porque conforta. Porque não temos força para mais. Porque é a nossa última tentativa. Porque sabe bem.