09 julho 2008

os homens da minha vida

Até à data contam-se por uma mão aqueles que entraram e mudaram a minha vida. Apesar de não mo ser permitido, nunca gostei de abdicar de nenhum deles. Porque todos são diferentes, porque todos enriqueceram a minha vida de alguma forma e transformaram-na a partir daí.

Ainda que não lhes diga, tenho saudades e sinto-me em dívida. Talvez por essa razão, mantenha uma relação pouco usual com todos eles. Um misto de amizade e sensação de perda, porque tudo tem um espaço temporal muito limitado, facto com o qual ainda não lido muito bem.

Eles que, mal ou bem, sempre me aceitaram: sem máscaras, sem subterfúgios, sem protocolos desnecessários entre duas pessoas que apenas estão juntas porque querem. Sempre vivemos um misto de tempestade e de bonança que invariavelmente leva a episódios que deveriam ficar registados. São estes episódios que me fazem ter um sorriso rasgado, e ainda que uns bons e outros maus, todos eles deixam uma melancolia muito própria.

Tenho um problema em abrir mão das coisas, isso é certo e sabido.

Hoje é um desses dias, o dia das memórias dos “homens da minha vida”.