22 setembro 2004

a descoberta do meu patriotismo!

No outro dia vim a descobrir em mim uma coisa que nunca pensei encontrar: o meu sentido de patriotismo! Dizem vocês: "Foi desta que ela se passou! O seu movimento utópico ultrapassou as marcas!" E eu respondo-vos: eu também pensei o mesmo quando me deparei com a situação!
Estava eu no outro dia à conversa com o Cruz, para quem não conhece, é um colega da faculdade... continuando... sobre a sua vontade de sair do país para poder exercer a sua profissão, e eis senão quando, estou com uma conversa perfeitamente descabida sobre como salvar este país da profunda depressão. Mas a verdade é que sinto que nesta geração a vontade de emigrar é enorme, e eu pergunto: Estará o país tão mal para que se deixe de lutar por aquilo que queremos? Estaremos nós a fugir das dificuldades das vida, esperando encontrar as coisas mais fáceis lá fora? É que sinceramente eu não percebo... andam os pseudo-intelectuais a falar dos males do mundo, e depois quando podem, a primeira coisa que fazem é fugir deles! Não consigo atingir, devem estar realmente muito à frente... tão à frente que acham que não vale a pena lutar por um país que é deles...
Nunca me passou pela cabeça querer mudar o país por completo, afinal, utópica mas longe de ser doida! Mas será que não vos passa pela cabeça que um simples gesto, um sorriso, um ombro amigo na altura certa pode fazer toda a diferença? Será que a nossa felicidade passa mesmo só por nós... como já disse, não passará também, e principalmente, pelos que nos rodeiam? Não é isso que faz a verdadeira diferença? Não é por isso que um dia seremos lembrados? Pergunto-me se o trabalho passou a ser tão importante, a ponto de ser prioritário em relação àqueles que nos rodeiam? Será que as pessoas acham que por sair do país os problemas ficam cá? Eu não acredito que o problema seja a falta de trabalho, os governos escandalosos que se seguem uns aos outros, etc...
Hoje, começo realmente a acreditar que as pessoas fogem delas próprias, e que a satisfação profissional é o único escape para o movimento derrotista que existe no fado das nossas vidas...

18 setembro 2004

há coisas que nunca mudam...

Há coisas que nunca mudam e eu sou uma delas! Passo a vida a querer acreditar que as pessoas são boas e tolerantes com as outras, e para variar estava enganada! Eu e os meus momentos utópicos...
Sinceramente, não me aborrece que os outros sejam assim, mas acabo por ter pena deles. Já sei quem tem penas são as galinhas, mas que outro sentimento posso eu ter para com uma pessoa que não vê para além de si?
É o tal movimento hedonista de que falava à pouco... as pessoas não querem saber de nada, para além do seu mundo maravilhoso... no entanto, sem que eu perceba muito bem como, nunca chegam a entender que o mundo criado não tem fundamento já que é só delas. Enfim, como diz a minha mãe, há malucos para tudo!

if i could put in a frame i´d draw you smiling...

Quando conhecemos alguém temos tendência para guardar na nossa memória uma única expressão dessa mesma pessoa...
Aquele sorriso aberto e franco é das coisas mais bonitas que eu já vi e talvez por isso seja a primeira imagem que me vem à cabeça quando penso nele. A ternura dos olhos mostra uma esperança que nunca acaba, acho que nem ele sabe que é um verdadeiro sonhador... é apenas um Homem, mas é a ele que eu entreguei a minha felicidade. Foi esse Homem maravilhoso que me mostrou que o amor verdadeiro pode ter um final muito, mas mesmo muito, feliz e que o importante é não desistir... is always A QUESTION OF LOVE!


coisas à bobonne...

Estava agora a falar com um amigo meu e a certa altura da conversa eu disse-lhe "os que ficam sempre a ganhar são aqueles que só dizem o que os outros querem ouvir" ... e fiquei a pensar... Chegámos nós ao ponto de nos podermos dar ao luxo de ouvir apenas aquilo que queremos? Será este o verdadeiro movimento hedonista de que tanto se fala? Estamos nós tão confiantes da nossa existência ? Ou estaremos nós a fugir da verdade, como quem foge de si próprio?
Eu começo a achar que sim... o mundo fez-nos acreditar que podiamos ser quem quisessemos e isso provocou um profundo abismo entre o que ambicionamos e o que somos na realidade...
Tudo é possível dizem as grandes empresas capitalistas, fábricas de sonhos em massa! E apesar de tudo isto ninguém se importa, ninguém quer ouvir e muito menos perder mais do que um minuto a pensar nisso.
E eu sou mais uma ovelha negra entre tantas... mas pelo menos dediquei algum tempo a este assunto...não custou nada e acho que mudei um bocadinho esta fábrica de sonhos em que todos nos participamos!

as minhas meninas

Sempre ouvi dizer que os cães são os melhores amigos do Homem, e é por essa razão que dedico aqui uma homenagem às minhas meninas, Yoda e Java.

17 setembro 2004

me, myself and I

Nota introdutória a me,myself and i:


Porque não se trata do meu próprio movimento hedonista.
Porque nós sem os outros não somos nada.
Porque interessante é viver noutro papel que não o nosso.
Porque nos enriquece.
Porque sabe bem.
Porque permite-nos chegar um pouco mais à frente.
Porque é um exercício de lógica.
É apenas uma receita de outras versões, de outras verdades, de outros mundos que não o nosso. Ou talvez não. Talvez seja este o nosso próprio mundo: o mundo que é dos outros.


I try to kill those ghosts inside of me
That voice you've spoke is yelling in my ears
(And I don't believe in love fools)
I'd like to have those eyes you want to kiss
I wish I had that voice you want to ear
(And I don't believe in love fools)
This feeling is so hard that I can't speak
I wish you touch my hair when I'm asleep
(And I don't believe in love fools)
The words you wrote are putting me away
I know that love was for somebody else
You and I know
You and I tried
You and I ran
Leaving old stories far behind
And it feels good
And it's so warm
Having those eyes
Playing with me, myself and I