No outro dia vim a descobrir em mim uma coisa que nunca pensei encontrar: o meu sentido de patriotismo! Dizem vocês: "Foi desta que ela se passou! O seu movimento utópico ultrapassou as marcas!" E eu respondo-vos: eu também pensei o mesmo quando me deparei com a situação!
Estava eu no outro dia à conversa com o Cruz, para quem não conhece, é um colega da faculdade... continuando... sobre a sua vontade de sair do país para poder exercer a sua profissão, e eis senão quando, estou com uma conversa perfeitamente descabida sobre como salvar este país da profunda depressão. Mas a verdade é que sinto que nesta geração a vontade de emigrar é enorme, e eu pergunto: Estará o país tão mal para que se deixe de lutar por aquilo que queremos? Estaremos nós a fugir das dificuldades das vida, esperando encontrar as coisas mais fáceis lá fora? É que sinceramente eu não percebo... andam os pseudo-intelectuais a falar dos males do mundo, e depois quando podem, a primeira coisa que fazem é fugir deles! Não consigo atingir, devem estar realmente muito à frente... tão à frente que acham que não vale a pena lutar por um país que é deles...
Nunca me passou pela cabeça querer mudar o país por completo, afinal, utópica mas longe de ser doida! Mas será que não vos passa pela cabeça que um simples gesto, um sorriso, um ombro amigo na altura certa pode fazer toda a diferença? Será que a nossa felicidade passa mesmo só por nós... como já disse, não passará também, e principalmente, pelos que nos rodeiam? Não é isso que faz a verdadeira diferença? Não é por isso que um dia seremos lembrados? Pergunto-me se o trabalho passou a ser tão importante, a ponto de ser prioritário em relação àqueles que nos rodeiam? Será que as pessoas acham que por sair do país os problemas ficam cá? Eu não acredito que o problema seja a falta de trabalho, os governos escandalosos que se seguem uns aos outros, etc...
Hoje, começo realmente a acreditar que as pessoas fogem delas próprias, e que a satisfação profissional é o único escape para o movimento derrotista que existe no fado das nossas vidas...