21 março 2005

porque não se deve matar a saudade doce

TIPOS DE SAUDADE...
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1) A que dói, a que corrói por dentro, aquela que mata. A que sobrevive e nos afoga lentamente porque, um dia, ficou algo por fazer. O que mata não é a saudade em sim, mas a incapacidade que temos de poder voltar atrás no tempo de maneira a refazer, ou melhor fazer, as coisas de novo. Acho que é mais isto...
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2) A saudade triste, a saudade melacólica, a que demonstra claramente que não conseguimos ultrapassamo-nos e dar mais um passo em frente. A saudade do medo como gosto de chamar-lhe... a esta trato-a por tu.
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3) A saudade doce. Esta é a mais díficil de explicar e por isso ficou para o fim.

Vejamos...
Fecha os olhos, imagina-te no teu sítio preferido, concentrata-te, já chegaste? O que vês?
Eu vejo um sorriso. A saudade doce é mesmo isto. A saudade doce é aquela que deixa um rasgo de alegria, um gosto doce, um sorriso. E esta é talvez a melhor saudade que se pode ter, é esta que nos enche de um sentimento bom, um sentimento reconfortante: a felicidade.
A saudade que nos mostra que já tivemos os nossos momentos de felicidade pura, ainda que momentâneos, nunca últimos.