15 maio 2005

closer

Às vezes sou sobressaltada com um nó na garganta, qualquer coisa que me impede respirar, como se tivesse uma mão em volta do meu pescoço. Depois, a mão torna-se maior e começa a esmagar o meu corpo, cada vez com mais força. Ás vezes a pressão é tão grande que a minha alma acaba por ser "despejada" da matéria. E é neste processo doloroso, que o meu inconsciente toma conta de mim, como que quisesse lavar-me a alma, o meu ego, de tudo o que me rodeia. Depois, resta uma sensação de pureza, de paz de espítito. A mesma mão que me magoa é aquela que depois me liberta com uma profunda sensação de bem estar, é aquela que me permite transcender para além do espaço e do tempo. É nesta altura que eu morro e renasço... das palavras e das cores. Sim, acho que isto não passa do meu processo de substituição de que falei uma vez. É esta substituição que me permite manter um pouco de sanidade, este processo que me sossega e me mantém mais serena. Serenidade esta que aparentemente todos desejam que eu atinja, ainda que nem eles e nem eu saibamos muito bem como.
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"still a little bit of your song in my ear
stiil a little bit of your words i long to hear
you step a little closer to me
so close that i can´t see what´s going on" (in Damien Rice)