16 agosto 2008

things behind the sun

Há dias em que depressa é noite, e a nossa vida escorre-nos entre os dedos, o que eu considero uma verdadeira perda de tempo. Já noutros, a espera por um novo amanhecer é penosa e faz mal.
Pergunto-me se ainda pensas em mim. Pergunto-me se fui apenas eu, a única alma a ficar agarrada a um tempo que a distância já se encarregou de distorcer. Se assim for, só posso agradecer porque caso contrário seria a minha desgraça. Talvez nunca o tenhas entendido, mas o seu significado será sempre maior do que a intenção de o apagar.
Hoje é um daqueles dias em que me sento no tapete e vejo a vida a escorrer-me entre os dedos. Logo hoje que preferia mil vezes que o dia depressa se tornasse noite.