27 setembro 2008

eternal sunshine of the spotless mind

Se soubesses que às vezes penso no assunto provavelmente rir-te-ias do tremendo absurdo. Tu e eu, e mesmo assim não deixo de o fazer. Por qualquer razão lembro-me dos pormenores ridículos que fizeram e continuam a fazer toda a diferença. Passam-me principalmente pela cabeça as perguntas mais parvas, como por exemplo, se me deixas chegar perto quando for necessário ou se sabes que estarei lá assim que chamares por mim. Ainda que as nossas vidas sejam rectas paralelas e que por isso apenas se cruzarão num infinito longínquo demais, será que sabes que caminhamos lado a lado? Que temos exactamente o mesmo comprimento de onda? Sabes?
Num dia de verão sobre uma falésia qualquer fiz aquilo que a idade não permitia compreender. Hoje sei que na altura fiz os meus votos sobre um mar de prata sem ter noção da sua importância. Mas fi-los contigo.
Para tua informação, tenciono não esquecê-los e acima de tudo pretendo cumpri-los.