Começo a achar que ninguém me leva a sério. E pergunto-me se a culpa será minha ou se não passa de uma grande lacuna da parte deles. Ainda que não siga de forma alguma a minha própria voz, isso não quer dizer que eu esteja redondamente enganada. Aliás, se eu me dou ao luxo de fazer exactamente o contrário do que é suposto, a resposta é clara: simplesmente porque posso. Porque conheço os riscos, porque caí vezes de mais, porque quando dou um passo sei que a qualquer momento posso perder as forças e obrigatoriamente deixar-me levar. O que até nem é mau. Antes pelo contrário, é para isso que vivemos... embora não nos esqueçamos que um dos objectivos principais é sair de lá com vida! Até porque já ninguém morre de amor. E isso sim, é uma pena.