05 agosto 2010

hold still

Vejo-o claramente a fugir-me por entre os dedos. E a cada dia que passa o aperto de saber que não há nada que possa fazer para o agarrar fica mais forte. De qualquer forma não é suposto prender seja o que for. Sou contra. Mas vê-lo escorrer-me entre os dedos dá cabo de mim, por mais força com que feche a mão, sei perfeitamente que de pouco adianta. Que pouco a pouco vai-se perdendo. Estou tentada a abrir a mão de vez. Certamente que custa menos.