Dei-me conta que sou uma saudosista. Entro na sala e deparo-me com um sofá onde fui amassada por todos os homens da minha vida e duas poltronas que têm para lá de 30 anos. Numa delas vi o incêndio do chiado pela televisão e como não sei em qual delas foi, optei por restaurar as duas. Isto já diz tudo. Sou agarrada às coisas. E não vale a pena tentar mudar isso. Não é defeito, é feitio. As músicas são sempre as mesmas, assim como os filmes que vejo vezes sem conta.
Dou por mim a pensar que ser assim não é muito bom. Porque se pensa demais, porque nos agarramos ao que na verdade pouco sentido faz.
Tenho mais duas peças na bagagem: dois quadros do Guilherme, porque mais ninguém pinta o acto de enamorar da forma como ele o faz. Ambos têm cor, um rapaz, uma rapariga e pouco mais. Mesmo assim, não deixa de me encher o coração sempre que olho para eles e cada vez que o faço penso que um dia também eu terei direito àquilo que à primeira vista está por completar.
Tenho mais duas peças na bagagem: dois quadros do Guilherme, porque mais ninguém pinta o acto de enamorar da forma como ele o faz. Ambos têm cor, um rapaz, uma rapariga e pouco mais. Mesmo assim, não deixa de me encher o coração sempre que olho para eles e cada vez que o faço penso que um dia também eu terei direito àquilo que à primeira vista está por completar.
Voltar a casa é bom. Lembra-nos quem somos e da bagagem que temos, gostemos nós dela ou não.