Todos nós devíamos ter uma pessoa como a que eu tenho. Pequena, loira e encantadoramente parva. Vai e regressa à minha vida mais vezes do que aquelas que eu gostaria, mas isso faz parte. É uma versão minha mas concentrada. Fazemos as mesmas asneiras. Rimos das mesmas coisas. Partilhamos as coisas boas, acima de tudo as coisas más e com ela, sou eu, sem papel de embrulho a enfeitar.
Conforme mandam as regras do universo, nenhuma de nós tem um percurso fácil e nem ela consegue sobreviver a tudo sem derramar uma ou outra lágrima. Lá está, também isto faz parte.
Como forma de agradecimento pela paciência que tem, vou tomando conta dela da melhor forma que sei: alimento a sua maluquice e as nossas parvoíces.
Sabes? Jamais me passaria pela cabeça ter escolhido outra pessoa. Disto não me arrependo mesmo nada.