23 julho 2010

rita catita

Todos nós devíamos ter uma pessoa como a que eu tenho. Pequena, loira e encantadoramente parva. Vai e regressa à minha vida mais vezes do que aquelas que eu gostaria, mas isso faz parte. É uma versão minha mas concentrada. Fazemos as mesmas asneiras. Rimos das mesmas coisas. Partilhamos as coisas boas, acima de tudo as coisas más e com ela, sou eu, sem papel de embrulho a enfeitar.

No derradeiro dia perguntou-me “tens a certeza que queres fazer isto?” e eu disse-lhe que sim. Hoje, não faz perguntas, não opina porque no fundo sabe que, tal como ela, eu vou até ao fim.

Conforme mandam as regras do universo, nenhuma de nós tem um percurso fácil e nem ela consegue sobreviver a tudo sem derramar uma ou outra lágrima. Lá está, também isto faz parte.

Como forma de agradecimento pela paciência que tem, vou tomando conta dela da melhor forma que sei: alimento a sua maluquice e as nossas parvoíces. Mas na verdade é ela quem toma de mim, obrigando-me a ser mais “Ana” e menos “Bárbara”.

Sabes? Jamais me passaria pela cabeça ter escolhido outra pessoa. Disto não me arrependo mesmo nada.