30 janeiro 2005

reclusão total

Em reclusão social até dia 18 de Fevereiro!
A culpa é do governo... agora perguntam vocês: Ana Bárbara, QUAL GOVERNO?
A propósito disto, alguém vai ter de me explicar muito bem o que quer isto dizer de governo de gestão? Gestão do quê? Só lá estiveram quatro meses... Enfim...

21 janeiro 2005

reflexões à la minute

Olá! Não tenho tido muito tempo (e sinceramente, nem inspiração) para estas andanças literárias. No entanto venho por este meio expressar a minha indignação pelo estado em que as coisas, ou melhor, pelo estado em que as pessoas andam.
Já sei, não vale a pena repetir, a vida não anda fácil, os putos berram pelos corredores dos supermercados, os pais andam chateados porque não têm dinheiro para comprar o carro ou o barco que tanto sonham por causa da mensalidade da escola dos seus descendentes, etc...
Mas será que ninguém se preocupa com o facto de passarem mais de metade da sua vida a trabalhar para que no fim do mês possam comprar os ditos produtos que garantem uma vida muito mais feliz? Será que é isso o que de mais importante levamos desta passagem? Posso estar a ser completamente utópica, mas digo-vos isto sinceramente: mesmo que um dia venha a descobrir que todas as minhas lutas foram em vão, porque mais tarde ou mais cedo lhes vou dar razão, vou sempre poder dizer que lutei contra isto.
No outro dia, enquanto respondia a um mail deparei-me com aquilo que verdadeiramente sou e fiquei orgulhosa com aquilo que vim a descobrir à medida que ia "dedilhando" o teclado do computador.
"Aquilo que considero de mais importante é saber que nunca desisti da minha luta... não desisti de sonhar! É essa a minha essência e que eu espero não perder. Quero, no dia em que morrer, saber que nunca deixei de ser aquilo porque sempre lutei... É esse o legado que quero deixar às pessoas que amo e que amarei no futuro... mostrar-lhes que nunca se deve deixar de sonhar e de lutar por aquilo em que acreditamos... Não pretendo dar conselhos a ninguém, não quero que as pessoas que me rodeiam se comportem à minha imagem... quero apenas mostrar-lhes que a vida proporciona ao Homem um dom que mais nenhum outro animal possui... a capacidade de poder sonhar!"
Confesso que tenho consciência que na maioria das vezes me acham maluca, mas é essa insanidade que odeio, que me permite ir mais além... essa insanidade de que eu dependo para continuar a ser a mesma.

07 janeiro 2005

um ano muito cor-de-rosa...

Neste ano que passou encontraram neste espaço uma amiga que às vezes estava alegre, outras completamente deprimida. Como já tinha prometido, o ano novo trás sempre coisas novas, a questão é que este trouxe mesmo... Finalmente descobri quem verdadeiramente sou, agora vou passar o resto da minha vida a aprender lidar com isso, mas enfim, a vida é como uma escada. Uma escada que se sobe degrau a degrau, mas que por vezes também é preciso galgá-los sem olhar para trás até perder o fôlego. E foi o que fiz, corri em direcção ao meu sonho; para aquilo que eu quero ser...
Espero que um dia, também vocês, encontrem o vosso caminho, ainda que isso vos leve a dar umas quantas quedas, por vezes verdadeiros mergulhos.

23 dezembro 2004

a véspera de natal

O natal é uma quadra em que todos, na medida dos possíveis, deveriam estar felizes, contentes por partilharem mais um ano com os seus. Para mim o natal é todos os dias; a vida não é um dado adquirido e portanto não gosto de passar um único dia sem dizer que gosto deles. Mas as pessoas andam ocupadas durante todo o ano e por isso aproveitam esta quadra para demonstrar o apreço que têm pelos seus amigos, familiares, etc. A questão é: o natal é só uma vez por ano e o pior é que esse carinho é demonstrado através de prendas (sim, disse prendas propositadamente)! As pessoas não querem perder, ou não têm, tempo e dirigem-se às catedrais de consumo para comprar pequenos pedidos de desculpa.
Eu acho isto tão triste... será que uma prenda consegue MESMO compensar o tempo não partilhado entre família? Não será mais importante demonstrar a todos e todos os dias que gostamos deles?
Este ano não tem sido particularmente fácil para mim, resta-me agradecer aos meus amigos que têm-me dado o melhor presente possível: o facto de estarem presentes na minha vida! Agradeço também aos meus pais e à minha irmã o facto de me deixarem tentar emendar os erros do passado. Agradeço também a uma pessoa, que nos últimos dois anos, me ensinou o verdadeiro significado de carinho e companheirismo e que apesar de tudo me ajudou a tranformar-me numa pessoa melhor...
Beijinhos a todos, não vos vou desejar muitos presentes, apenas desejo que tenham na vossa vida muitos amigos, familiares presentes.

21 dezembro 2004

o meu silêncio

Hoje por incrível que pareça não tenho nada a dizer, talvez porque já tenha dito tudo.
A felicidade é baseada em diversos pontos essenciais para que ela se mantenha inalterada, e não apenas em um. É isto que tento lembrar-me, mas está difícil. A vida prega-nos partidas e para variar também quero acreditar que têm um significado, ainda que eu não o compreenda. Mais que não seja porque edifica o carácter...
Na aula de comunicação vi uma curta-metragem linda que reflectia diferentes lições de vida e aprendi duas coisas:
1) os nossos verdadeiros problemas são aqueles dos quais nem chegamos a ter consciência.
2) existe sempre 50% de hipóteses de falhar em algo.
Apesar de não ser nada de novo para mim, gostei de saber que não sou a única a ver as coisas desta maneira e que independentemente de tudo ainda posso ter 50% de hipóteses de acertar em alguma coisa.

19 dezembro 2004

o espírito dos presentes e da presença


O armazém cá de casa , ou seja, a sala de jantar, está cheio de embrulhos lindos e vistosos.
Actualmente diz-se muito a palavra prenda e talvez seja interessante saberem que prenda é um termo comercial. Deriva do latim prendere, que como já devem ter adivinhado significa prender, isto é, e explicado de um modo simplista que agora não estou para mais (vão ao dicionário), através de prendas estamos a prender aqueles de quem gostamos, ou não.
Presente significa isso mesmo, ou seja, que determinada pessoa está presente no nosso pensamento. Portanto, vamos oferecer presentes como acto simbólico de que nos lembramos uns dos outros.
Bom Natal para todos e muitos presentes, afinal, é sinal de que temos alguém que se lembram de nós.

05 dezembro 2004

a utopia das mulheres...

Quem diria que somos tolerantes uns com os outros?
Basta analisar o comportamento dos homens e das mulheres (em especial do elemento feminino) para ver que nos andaram a mandar areia para os olhos toda a vida. É incrível, mas por estranho que pareça, as mulheres interessam-se sempre por homens não nada têm a ver com elas. Perguntam vocês: "E Porquê?", eu respondo: porque têm um problema qualquer com o complexo de édipo. Não há quem entenda, inclusivé eu, e sou uma delas.
As mulheres têm uma certa tendência para procurar o impossível num determinado homem. O que eu quero dizer é que elas "fisgam" um que lhes pareça suficientemente complicado, e depois querem modificá-lo à sua imagem. Aliás, a análise às profissões das mulheres ajudam a reafirmar a minha teoria. Normalmente os homens dedicam-se à criação de coisas que facilitam a nossa vida, já repararam?
E do que é que as mulheres gostam? Gostam de decoração, de cabeleireiros, de maquilhagem, moda e afins. Isto não nos dá logo uma ideia sobre o modo de processamento da informação na sua mente? Claro que dá! As mulheres gostam mesmo é de modificar, fazer um lifting ou transformar qualquer coisa. Acham mesmo que não o fazem com o espécime masculino que partilha a sua vida? Não é defeito, é feitio, não há nada a fazer.
Tenho uma amiga que é o exemplo vivo disto que vos relato. Apesar de ter batido umas quantas vezes com a cabeça na parede, continua na sua saga do homem impossível. Vê um desgraçado, sim, porque é mesmo um desgraçado, e depois inicia a sua manobra de processamento e melhoria de imagem (entendam melhoria de imagem, não no seu sentido literal, mas como uma percepção que temos de algo).
Não há mesmo nada a fazer, é algo que roça o nosso código genético. Eu já fiz o mesmo e portanto sei do que estou a falar. Aliás, acho que o meu problema foi descobrir isto, porque se não continuava feliz na minha ignorância. É que vocês não imaginam como é complicado lutar contra a minha herança genética. Isto que NÃO querer mudar o nosso Homem é algo muito complicado, porque assim temos de aprender a respeitá-lo tal como ele é.
E isso INDISCITIVELMENTE dá muito mais trabalho!

driving you slow

Finalmente tenho em meu poder o novo cd de The Gift! Não tenho palavras para o descrever, é pura e simplesmente perfeito. No entanto, o meu albúm preferido não deixa de ser o Film.
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Actress (AM - FM)
You're stuck at home, standing alone
This time you're choking with your words
Staring your face, faking an end
You act a dream that it's not yours
You pretend and perform, don't you ever stop trying
You were meant to beYou're suppose to be
The most happy girl in this whole world
You're a part of me
Don't you ever be
Far away from me in this whole world

01 dezembro 2004

give me please...


Five Minutes Of Everything

Give me please five minutes of everything
Those days when you wake up
And there's no one by your side
My arm slides slowly to my left side
And to my right side, there's no one there
To kiss you or to hear you
And you go out of bed
Thinking in those days that you need
You used to talk and talk about
And everything that stops your attention
You used to talk, talk about
Everything
Those days when you walk at the bar
And try to keep a conversation with somebody else
And no one out there you could sit down or walk
There's no one there.
Five minutes of love
Five minutes of hate
Five minutes I try to call your name
Five minutes of passion
And no one knows the right place to go
No meaning or just self-control maybe
And you walk out of there
You need to talk with somebody else
And to know the problems are waiting for
Outside the door
Are waiting for
The clock won't stop
And even if it stops
Five minutes of love
Five minutes of hate
Five minutes I try to call your name
Of passion
Five minutes of everything
Of everything
Maybe you want to talk about old questions
Right next to my ear
But I don't care about those silly things
Cause all I need is five minutes of everything

don´t look back, don´t look back...

No questionário de Proust a resposta à pergunta qual era o meu lema coloquei: Arrepende-te apenas aquilo que deixaste por fazer devido à falta de coragem. Acho que nunca tinha dito uma verdade tão grande! A verdade é que nós, só nos devemos arrepender daquilo que fica por fazer... As nossas decisões por vezes custam e marcam cicatrizes mais tarde, mas se não as fizermos como vamos saber? Aliás como é que aprendemos alguma coisa se não for pela tentativa-erro? Mesmo que nos arrependamos?
A resposta é simples: a vida é feita de cicatrizes, umas felizes e outras menos, mas são elas que nos transformam em pessoas mais conhecedoras e tolerantes com o próximo. Arrependermo-nos daquilo que se fez? Para mim são das desculpas mais tristes que já ouvi. Quando fazemos alguma coisa, errada ou não, tem sempre um motivo que aparentemente nos impele... além disso, para quê chorar sobre o leite derramado?
Meus amigos, a vida não é um dado adquirido e não se sabe o que pode acontecer de hoje para amanhã... por isso aproveitem cada minuto que vos é oferecido e não deixem por fazer aquilo que o coração vos pede. Pode magoar, pode fazer-vos chorar, mas se assim não fosse onde estava a emoção de viver?
Isto pode-vos parecer um pouco masoquista (e eu admito que talvez o seja), mas a questão é que eu sempre gostei de me por à prova. Digamos que eu gosto de lutar contra os meus impulsos, a minha própria vontade, não sei explicar melhor.
Mas é o desafio interior que me faz lutar por tudo. Chego à conclusão que o MEU desafio é desafiar-me constantemente, perante qualquer assunto de foro interior, tal como a minha mania da perfeição.
Aqui está algo que eu acabei de descobrir! A minha mania da perfeição passa por isto mesmo, vencer-me a mim própria (para os mais críticos, é uma redundância propositada). As descobertas que eu faço a esta hora da noite, é incrível, eu sabia que este blog servia para alguma coisa! Então pronto, acabei de descobrir que eu sou qualquer coisa que roça a psicopatologia e que faço de tudo para me contrariar... isto é doentio. Mas enfim, é assim que eu sou, e tenho de me habituar à ideia porque afinal é a única maneira que eu conheço de viver.

28 outubro 2004

eu sei...

Aqui estou eu de novo meus caros amigos, com pouco tempo e muita coisa para dizer, para variar!
As aulas de Ética da Comunicação estão a ser uma verdadeira emoção, e tal como a cadeira de Didática da Escrita Criativa dá muito que pensar... Primeiro foi Erich Fromm, o homem, que revolucionou a minha maneira de ver muitas coisas no mundo e que me deu muitas dores de cabeça, agora outro! Tenho de ser sincera e dizer que são as cadeiras a que eu tenho piores notas (pelo menos costuma ser assim, quando roça a filosofia a bábá vai-se abaixo), mas se eu fosse avaliada pelo "trabalho de casa" tinha no mínimo um vinte. É que voces não imaginam o tempo (ia dizer perdido, mas nunca o é) que eu disponho (esta é que é a palavra certa, segundo o Professor Rodrigo Cunha. Aliás, ele havia de ficar satisfeito em saber que tem uma aluna que faz os "trabalhos de casa"!). Continuando... Vocês não imaginam o tempo que eu disponho a pensar nestas questões, quanto a meu ver, psico-antropológicas.
Numa das aulas e a respeito da ética eu disse ao professor: "Eu não tenho nada a ver com aquilo que os outros fazem!". Para variar expliquei-me mal e o professor deve ter ficado a pensar que eu era mais uma adida ao movimento hedonista que eu tanto critico. E a questão que eu vos queria por aqui era mesmo esta: o meu próprio movimento hedonista! É uma coisa com que eu luto constantemente! Tenho consciência que a minha primeira prioridade sou eu própria, mas no entanto, tento contrariar um pouco esta tendência que não é só minha. A questão (e não devo ser a única... mulheres deste mundo que estão aí para me compreenderem!) é que eu sou um ser um tanto ou quanto complicado! Vocês dizem: "Que novidade!". Pois é, não é novidade nenhuma, mas eu não consigo lidar com toda esta confusão de pensamentos (confusão, que deriva da palavra fusão... ai Rodrigo Cunha!) e por vezes estravaso todos estes sentimentos cá para fora da pior maneira.
Sou instável, completamente confusa... Não sou arrogante, vejam antes a minha postura, como uma concha que me protege das crueldades a que eu possa ser sujeita e principalmente de mim própria. Sou uma pessoa muito crítica principalmente comigo, aliás unica e exclusivamente comigo. Mas julgo que o meu pior defeito é ter a mania da perfeição. Tenho consciência de que a perfeição não existe, mas tento atingir aquilo que eu considero fulcral para que me torne, um dia quem sabe, uma pessoa melhor. Claro que por arrasto vêm aqueles que mais próximo estão de mim... A eles o meu pedido de desculpas.
E aqui estou eu, num mundo que nunca foi o meu, o das palavras... um mundo que embora não me pertença, serve para que eu possa deitar para fora toda a minha insanidade e partilhá-la com vocês. Vocês, que pertencem à vida, muito ou pouco não interessa...o ponto fundamental é que de facto fazem parte dela.

11 outubro 2004

afogando mágoas em mar alto

Pois é... aqui estou eu de novo, e tudo porque o messenger não funciona! Meu Deus, estou completamente dependente daquela coisa para contactar com o mundo exterior, e logo hoje, não funciona! Olha que maravilha! Agora que eu precisava de desopilar todas as minhas dores e angústias!
A faculdade começa amanhã, e o que eu lamento sinceramente, é o facto de eu já não ter aquele entusiasmo do primeiro dia de aulas, como tinha há alguns anos atrás. Provalvelmente alguns de vocês vão-me dizer: "Pudera estás na faculdade há um porradão de anos!". Provavelmente têm razão, mas será suposto perder o entusiamo por tudo aquilo que se torna uma rotina? Eu gostava de pensar que não, mas como estou verdadeiramente macabúzia, sinto-me um bocadinho desiludida...
A Universidade do Algarve marcou-me de um modo tal, que jamais esquecerei aqueles tempos de maluquice, aqueles tempos de verdadeira folia! A Universidade do Algarve... ora aí está uma das poucas vivências que eu guardo com grande ternura. É altura da fornada de novos caloirinhos, praxes, jantares de curso... Aquela BANHEIRA nauseabunda, que tanto me orgulho de ter mergulhado de cabeça!
Quem me dera ser uma mosquinha para poder espreitar apenas um bocadinho daqueles que foram um dos melhores tempos da minha vida. Agora pouco resta, apenas a saudade imensa que eu sinto de todo o ambiente universitário ficou, para me lembrar que um dia fui quem quis ser, mas que por força do destino fui "obrigada" a desistir. Mas talvez, se tivesse lá ficado, hoje não estaria a escrever tudo isto e não saberia dar-lhe o devido valor. A todos os que lá ficaram quero prestar homenagem e agradecimentos por terem feito parte do meu sonho. Um sonho que ficou aí, que eu deixei para trás quando me vim embora... o sonho das histórias encantadas, o meu primeiro projecto de vida, aliás, o único.
Um grande abraço cheio de saudade...

10 outubro 2004

a insustentável leveza da racionalidade humana

O Homem

Ser racional, todo poderoso! Atrevo-me a dizer que este Homem de que vos falo é senhor do seu destino, criador de sonhos instantâneos, e que pouco a pouco tem vindo a substituir o Deus que ele próprio criou (está claro que isto é a perspectiva de uma pessoa que não acredita em Deus, que me perdoem os crentes religiosos).
Este Homem, perfeitamente racional, consciente de si mesmo, tem o controlo de tudo o que o rodeia, ou pelo menos, é o que Ele pensa... Pois é, estou-vos a falar simplesmente do egocêntrismo inerente ao Homem dos nossos tempos. Há pouco, numa conversa, referi o facto da racionalidade do Homem não ser suficiente, no que toca ao controlar o seu prório corpo. Se o Homem é um ser tão racional e tão poderoso que controla tudo o que rodeia, porque não começar por controlar-se a si mesmo? Pois é, não tem explicação... O que começo a ver, é que o Homem quer a todo custo controlar o ambiente externo, mas quando se fala em controlar-se já muda o discurso... são as hormonas, dizem.
Este ano, para uma das muitas cadeiras que tive, entreguei um trabalho sobre o amor... já sei que com todas as explicações científicas que eu tenho, acabo por estragar o romantismo da coisa, mas vai ter mesmo de ser... O amor é todo um mecanismo entre hormonas e sinais que faz com que nos apaixonemos. Lamento informa-vos mas, inicialmente, não passa disso mesmo. E já agora que estou numa de vos estragar os pensamentos mais glicodoces, digo-vos também, e está provado cientificamente, que a paixão tem um prazo de validade. Ah pois é! TRÊS ANOS! Passo a explicar: Estes três anos são suficientes para gerar uma criança e garantir o seu crescimento na fase mais crítica da sua vida, e por esta razão as hormonas fazem com que os seus progenitores fiquem juntos (duas cabeças pensam sempre melhor que uma). Tudo pela sobrevivência da sua prole. Claro que existem excepções, mas isso apenas acontece quando uma das pessoas não é correspondida e cria como que uma obcessão pelo outro.
Mas continuando, estava a dizer-vos que o amor era todo um mecanismo que reacções químicas do cérebro. Assim, temos gente que se mata por amor tal qual Romeu e Julieta esquecendo-se que se trata de um processo neuro-biológico. ONDE ESTÁ A RACIONALIDADE NISTO?
A conclusão a que chego, muito sinceramente, é que apesar de toda a racionalidade, que os filósofos e estudiosos do assunto apregoam aos sete ventos, não passa de uma utopia. O Homem, quer queira ou não, vive dos "seus" impulsos , tornando-se preso aos seus instintos. Vive e ama indiscriminadamente, sempre seguindo a sua intuição...
.
So let it be known for what we believe in
I can see no reason for it to fail...
...
So breathe on, little sister, breathe on
Ohh so breathe on, little sister, like a fool

22 setembro 2004

a descoberta do meu patriotismo!

No outro dia vim a descobrir em mim uma coisa que nunca pensei encontrar: o meu sentido de patriotismo! Dizem vocês: "Foi desta que ela se passou! O seu movimento utópico ultrapassou as marcas!" E eu respondo-vos: eu também pensei o mesmo quando me deparei com a situação!
Estava eu no outro dia à conversa com o Cruz, para quem não conhece, é um colega da faculdade... continuando... sobre a sua vontade de sair do país para poder exercer a sua profissão, e eis senão quando, estou com uma conversa perfeitamente descabida sobre como salvar este país da profunda depressão. Mas a verdade é que sinto que nesta geração a vontade de emigrar é enorme, e eu pergunto: Estará o país tão mal para que se deixe de lutar por aquilo que queremos? Estaremos nós a fugir das dificuldades das vida, esperando encontrar as coisas mais fáceis lá fora? É que sinceramente eu não percebo... andam os pseudo-intelectuais a falar dos males do mundo, e depois quando podem, a primeira coisa que fazem é fugir deles! Não consigo atingir, devem estar realmente muito à frente... tão à frente que acham que não vale a pena lutar por um país que é deles...
Nunca me passou pela cabeça querer mudar o país por completo, afinal, utópica mas longe de ser doida! Mas será que não vos passa pela cabeça que um simples gesto, um sorriso, um ombro amigo na altura certa pode fazer toda a diferença? Será que a nossa felicidade passa mesmo só por nós... como já disse, não passará também, e principalmente, pelos que nos rodeiam? Não é isso que faz a verdadeira diferença? Não é por isso que um dia seremos lembrados? Pergunto-me se o trabalho passou a ser tão importante, a ponto de ser prioritário em relação àqueles que nos rodeiam? Será que as pessoas acham que por sair do país os problemas ficam cá? Eu não acredito que o problema seja a falta de trabalho, os governos escandalosos que se seguem uns aos outros, etc...
Hoje, começo realmente a acreditar que as pessoas fogem delas próprias, e que a satisfação profissional é o único escape para o movimento derrotista que existe no fado das nossas vidas...

18 setembro 2004

há coisas que nunca mudam...

Há coisas que nunca mudam e eu sou uma delas! Passo a vida a querer acreditar que as pessoas são boas e tolerantes com as outras, e para variar estava enganada! Eu e os meus momentos utópicos...
Sinceramente, não me aborrece que os outros sejam assim, mas acabo por ter pena deles. Já sei quem tem penas são as galinhas, mas que outro sentimento posso eu ter para com uma pessoa que não vê para além de si?
É o tal movimento hedonista de que falava à pouco... as pessoas não querem saber de nada, para além do seu mundo maravilhoso... no entanto, sem que eu perceba muito bem como, nunca chegam a entender que o mundo criado não tem fundamento já que é só delas. Enfim, como diz a minha mãe, há malucos para tudo!

if i could put in a frame i´d draw you smiling...

Quando conhecemos alguém temos tendência para guardar na nossa memória uma única expressão dessa mesma pessoa...
Aquele sorriso aberto e franco é das coisas mais bonitas que eu já vi e talvez por isso seja a primeira imagem que me vem à cabeça quando penso nele. A ternura dos olhos mostra uma esperança que nunca acaba, acho que nem ele sabe que é um verdadeiro sonhador... é apenas um Homem, mas é a ele que eu entreguei a minha felicidade. Foi esse Homem maravilhoso que me mostrou que o amor verdadeiro pode ter um final muito, mas mesmo muito, feliz e que o importante é não desistir... is always A QUESTION OF LOVE!


coisas à bobonne...

Estava agora a falar com um amigo meu e a certa altura da conversa eu disse-lhe "os que ficam sempre a ganhar são aqueles que só dizem o que os outros querem ouvir" ... e fiquei a pensar... Chegámos nós ao ponto de nos podermos dar ao luxo de ouvir apenas aquilo que queremos? Será este o verdadeiro movimento hedonista de que tanto se fala? Estamos nós tão confiantes da nossa existência ? Ou estaremos nós a fugir da verdade, como quem foge de si próprio?
Eu começo a achar que sim... o mundo fez-nos acreditar que podiamos ser quem quisessemos e isso provocou um profundo abismo entre o que ambicionamos e o que somos na realidade...
Tudo é possível dizem as grandes empresas capitalistas, fábricas de sonhos em massa! E apesar de tudo isto ninguém se importa, ninguém quer ouvir e muito menos perder mais do que um minuto a pensar nisso.
E eu sou mais uma ovelha negra entre tantas... mas pelo menos dediquei algum tempo a este assunto...não custou nada e acho que mudei um bocadinho esta fábrica de sonhos em que todos nos participamos!

as minhas meninas

Sempre ouvi dizer que os cães são os melhores amigos do Homem, e é por essa razão que dedico aqui uma homenagem às minhas meninas, Yoda e Java.

17 setembro 2004

me, myself and I

Nota introdutória a me,myself and i:


Porque não se trata do meu próprio movimento hedonista.
Porque nós sem os outros não somos nada.
Porque interessante é viver noutro papel que não o nosso.
Porque nos enriquece.
Porque sabe bem.
Porque permite-nos chegar um pouco mais à frente.
Porque é um exercício de lógica.
É apenas uma receita de outras versões, de outras verdades, de outros mundos que não o nosso. Ou talvez não. Talvez seja este o nosso próprio mundo: o mundo que é dos outros.


I try to kill those ghosts inside of me
That voice you've spoke is yelling in my ears
(And I don't believe in love fools)
I'd like to have those eyes you want to kiss
I wish I had that voice you want to ear
(And I don't believe in love fools)
This feeling is so hard that I can't speak
I wish you touch my hair when I'm asleep
(And I don't believe in love fools)
The words you wrote are putting me away
I know that love was for somebody else
You and I know
You and I tried
You and I ran
Leaving old stories far behind
And it feels good
And it's so warm
Having those eyes
Playing with me, myself and I