Assim não pode ser. Não a esta distância. Nem da forma como o fazes, assim sem mais. Entras a matar e depois, de mansinho, sais de cena sem autorização. Assim não! Assim não quero. Mais que não seja porque cada vez que dás um passo em frente, tenho noção absoluta que logo de seguida dás três para trás. E é nessa altura que te vejo a fugir-me das mãos sem ter oportunidade de te agarrar. É no fatídico momento que dás um bocadinho de ti que mais longe te sinto, portanto faz-me um favor e deixa-te sossegado. De preferência, perto. Muito perto. Mais especificamente, ao meu lado. E se num momento de pura insanidade não te parecer a melhor opção, se num momento de cabeça perdida tiveres a sensação que eu não sou quem tu queres que eu seja, então finge-te em coma profundo e deixa-te ficar. Prometo não te alimentar.