Não era suposto ser assim. Aquele que foi a maior paixão da sua vida foi também aquele que lhe deu o maior desgosto. Não a honrou e esteve muito aquém do que se espera de um pretenso cavaleiro andante. Uma lástima. Uma paixão deve ser consumida, não asfixiada. Pode-se ler no protocolo que se deve deixá-la arder. Ser gasta até não haver mais substância. Da forma como foi, mais se assemelha a uma morte na praia depois de ter sobrevivido a um naufrágio. Chega a ser pecado. Histórias destas raramente ficam registadas. Esta fica para que não seja esquecida.