16 setembro 2010

enclave

Sem saber muito bem como já está. Já foi. Já "foste". E num ápice. De tal forma que nem me apercebi. Para não variar acontece tudo demasiado depressa sem sequer haver oportunidade de tirar o sumo. Chego à conclusão que sou uma ladra do tempo. Num momento de loucura corto tudo pela raíz e depois vem a desgraça. Como há coisas que não mudam, continuo a acreditar que posso tirar do baú a qualquer momento o que durante demasiado tempo esteve guardado. Acho que me enganei. Afinal o tempo é subjectivo e nunca só nosso. O tempo, o nosso tempo, é efectivamente o dos outros. E raramente os outros têm o mesmo tempo que nós.