22 setembro 2010

continuas tão bonito

Por mais que quisesse esconder-se por detrás dos óculos e de uma postura muito discreta nunca o conseguiu fazer. Sempre foi um miúdo lindíssimo. Alto, muito magro e com o cabelo sempre desgrenhado o que lhe dava uma certa graça. Nunca trocámos mais de duas palavras durante todos os anos em que partilhámos corredores. Hoje a conversa flui sem grande embaraço. É engraçado perceber que com a idade ganhamos uma certa familiaridade com as pessoas que, de uma forma ou outra, tiveram impacto na nossa vida. Para ti, até uma próxima esquina.