Assim foi. Uma fracção de segundo. Um erro. Um delete que não deveria ter sido executado. Porque sabia bem. Porque fazia-me recordar o que não queria esquecer.
A ironia do destino é lixada.
22 janeiro 2008
07 janeiro 2008
5 minutos
5 minutos é o tempo necessário para deitar a perder um beijo que era nosso. O tempo de ver o sol a esconder-se atrás do mar. O tempo para escrever um aforismo que jamais esqueceremos. É no entanto aquela fracção de segundo que faz toda a diferença. Um rasgo de genialidade em que o tempo não é mensurável. Portanto, e posto isto, que diferença fará 5 minutos a mais ou a menos? A resposta é simples, e apenas neste contexto se coloca: 5 minutos é tão só e tão pouco, o tempo de um desencontro. Nada mais.
um raminho de salsa
A história repete-se infinitamente mais vezes do que aquelas que podemos presenciar para as depois contar. Porque faz parte da história da humanidade. Porque quer queiramos, quer não, tudo isto é bastante superior a nós, homens e mulheres que procuram incessantemente a sua outra parte. Também isto faz parte. E o mal não está no facto de não sabermos por onde ela anda até a encontrarmos, está sim no facto dessa parte andar por aí partida, ao sabor do vento. E enquanto a nossa inocência não nos é desfolhada, por vilões mil, a ideia de que a nossa outra parte é una permanece imaculada. A perdição, a verdadeira era da rendição, chega quando um dia nos apercebemos que de facto a nossa outra parte anda por aí, mas totalmente estraçalhada. E é neste momento que um de nós perde o norte. A caminhada perde sentido e optamos na maioria das vezes por ficar à beira-rio a ver passar navios. Apesar de estarmos absolutamente convictos que é neste ponto que perdemos o rumo, a esperança de encontrar ali a parte milésima da nossa outra parte nunca morre.
Porque conforta. Porque não temos força para mais. Porque é a nossa última tentativa. Porque sabe bem.
Porque conforta. Porque não temos força para mais. Porque é a nossa última tentativa. Porque sabe bem.
28 dezembro 2007
you grabbed my hand
... and we fell into it like a daydream or a fever.
Lembras-te dos nossos segredos inconfessáveis? Eu às vezes sim. Dou-me conta que deixo fugir um sorriso quando acontece. Não sei a razão, sei apenas que o faço, e definitavamente, mais vezes do que gostaria. Não falo do assunto com ninguém. Passaste a ser um mito urbano até porque provavelmente ninguém iria entender... nem mesmo tu, pois não?
Lembras-te dos nossos segredos inconfessáveis? Eu às vezes sim. Dou-me conta que deixo fugir um sorriso quando acontece. Não sei a razão, sei apenas que o faço, e definitavamente, mais vezes do que gostaria. Não falo do assunto com ninguém. Passaste a ser um mito urbano até porque provavelmente ninguém iria entender... nem mesmo tu, pois não?
24 dezembro 2007
e tudo um ano levou...
Ri e chorei mais vezes do que previ.
Perdi, reencontrei e conquistei estrelas que jamais esquecerei.
O ombro, as parvoíces, a mão, o abraço e o afago na altura mais que certa. Foi isto que ficou e que marcou definitivamente 2007.
Perdi, reencontrei e conquistei estrelas que jamais esquecerei.
O ombro, as parvoíces, a mão, o abraço e o afago na altura mais que certa. Foi isto que ficou e que marcou definitivamente 2007.
10 outubro 2007
everything you want to give me
Se nem sempre sabemos qual o caminho certo, saberemos certamente identificar aquele que nos é nocivo. Mas ainda assim, muitas vezes, vezes demais, é esse que seguimos e para o qual corremos com quantas forças temos. Porque tem de ser. Porque existe sempre alguma coisa que nos empurra para lá. Tu és o meu caminho. Aquele para o qual sou empurrada, quer queira, quer não. Sabes que tento a todo custo fugir disso. Porque já lhe conheço o gosto amargo. Porque não passa de ácido úrico em cima de mármore, que não mata mas corrói.
Vou continuar a perguntar-me várias, demasiadas vezes, se não existe um antídoto para tudo isto. Mas calculo já saber a resposta: boa sorte.
05 outubro 2007
dear prince charming,
The only thing i can have of you is a weak description from my dearest mother. After all i never saw you. I am starting to think that you are not more than a urban legend. Here it is saying that: "He is who comes to the rescue of the damsel in distres, and typically must engage in a quest to liberate her from an evil spell."
So... i am wondering: WHERE THE F*** ARE YOU?
So... i am wondering: WHERE THE F*** ARE YOU?
02 outubro 2007
hoje não
Nem hoje, nem nunca mais.
Estava decidida a não dizer mais nada. Aliás, estava decidida a não dizer nada de todo. Mas vou dizê-lo, em inglês porque é esta a única forma verbal que de facto expressa a coisa nas condições que eu considero mínimas e perceptíveis: "i´m finished here." Nenhum me chega. Nada é suficiente! Movam mundos e fundos não vale de facto a pena. Mas está visto que não fui suficiente clara para esses escassos neurónios, portanto vou tentar mais uma vez. Eu quero ter aquilo que um dia a minha mãe e o meu pai me prometeram. Eu não quero perder tempo com rectas e universos paralelos. Eu quero um que se cruze com o meu.
Tenho dito.
09 setembro 2007
what else?
A sabedoria popular é algo que me fascina. Quer queiramos, quer não, foge-nos da boca sem qualquer filtro e talvez por isso é sempre a mais genuína, aquela que devemos ter sempre em conta, porque é de facto a nossa melhor conselheira.
Deixei-me de merdas. Estendo as cuecas do lado da janela para que não sejam objecto de curiosidade por parte da vizinhança. Não visto a pele de lobo mau e trabalho que me farto. É esta a minha vida. Sou a filha, a irmã e a amiga afável e atenciosa. Ainda não aprendi a fazer café, mas fartei-me de esperar por alguém que me ensinasse. Basicamente, cansei-me de esperar pela história a que todos deveríamos ter por direito. A um sábado à noite estou na minha sala em excelente companhia. Sou eu, a cadela e a gata. O que falta? Só mesmo o café. E por isso mesmo comprei uma nespresso.
Deixei-me de merdas. Estendo as cuecas do lado da janela para que não sejam objecto de curiosidade por parte da vizinhança. Não visto a pele de lobo mau e trabalho que me farto. É esta a minha vida. Sou a filha, a irmã e a amiga afável e atenciosa. Ainda não aprendi a fazer café, mas fartei-me de esperar por alguém que me ensinasse. Basicamente, cansei-me de esperar pela história a que todos deveríamos ter por direito. A um sábado à noite estou na minha sala em excelente companhia. Sou eu, a cadela e a gata. O que falta? Só mesmo o café. E por isso mesmo comprei uma nespresso.
"What else?"
08 setembro 2007
03 setembro 2007
hoje quero fingir
Hoje quero fingir que vais ficar por aqui um pouco mais. Hoje quero fingir que acredito nas palavras que dizes.
Hoje quero fingir que os outros não passam de uma audiência leiga.
Hoje quero fingir que o mundo somos nós...
Hoje quero fingir que não vou ter de abrir mão de ti.
Hoje quero fingir que durarás para sempre.
27 agosto 2007
não é justo
Voltaste a bater-me à porta. Insistentemente. Como sou mais teimosa que tu, finjo não ouvir e aumento o volume das colunas. "Porra, devia ter comprado umas colunas melhores, esta merda não chega." - digo. Na realidade são poucas as coisas te chegam aos calcanhares. No pior e no melhor. E portanto há pouco a ser feito. Continuas a insistir e eu não tenho outra opção. De qualquer forma, também tenho umas palavras a proferir. Eu joguei com as cartas que me deste, mas chegou a hora de pôr o jogo em cima da mesa. Fartei-me dos teus golpes baixos. Porque não são justos. Porque deixaste-me sem reacção. Porque, ainda que à custa deles, tu não deixaste de ser o grande vencedor. Afinal o que queres mais? Dei-me por vencida e icei, naquele preciso momento, a bandeirola branca.
Podes entrar mas não faças barulho e não me faças mais perguntas. Estou demasiado cansada. A sério que não quero mais. Não aguentaria uma nova cartada.
Podes entrar mas não faças barulho e não me faças mais perguntas. Estou demasiado cansada. A sério que não quero mais. Não aguentaria uma nova cartada.
23 agosto 2007
uma manhã à hitchcock
Acordo de uma noite aconchegada por um miudo muito doce, perfeito para quem sofre de hipoglicemia. Pensando no quão bem me parece o dia que se avizinha dirijo-me ao quarto-de-banho acompanhando a sessão musical do vizinho. Inclino-me para procurar a minha escova de dentes e nessa altura ecoa em alfama um grito impróprio para cardíacos. Algo maléfico e assustador está a ocupar o espaço entre a minha mão e a escova de dentes. Assim que me recompus, pensei: "Calma porque só pode ser imaginação tua. Aquela coisa amarela, não é aquilo que pensas. Aliás, nem lá está. É fruto da tua imaginação." Enchi-me de coragem e espreitei novamente, confiante de que estava a ter alucinações. Sim, porque a esta altura tudo me parecia melhor à realidade. A minha mão tenta passar por ela, ignorando-a a todo custo mas por lapso, ou ironia do destino, no momento em que estava praticamente a chegar ao meu objectivo, toco-lhe de leve e alfama estremece de novo. "Pronto. Confirma-se. Ela existe. O que é que faço agora? Mais, como é que isto veio cá parar?" Na esperança de ouvir uma resposta ainda perguntei em alto e bom som se num momento de pura insanidade tinha dado autorização para aquilo estar ali. A resposta tardou e nunca chegou. Mas aquilo não podia ficar ali, impune. Alguém tinha de pagar pela intrusão.
Estava a pensar em deitá-la ao rio, num saco preto para que ninguém descobrisse o meu crime macabro. Mas olhando bem e com atenção, ela parecia-me tão indefesa. Afinal não passava de uma coisa desgastada pelo tempo que não tinha lugar em lado algum.
"Ok. Pronto. Está combinado. Ficas na gaveta. Na tua gaveta, que espero sinceramente não ser ocupada por outras coisas despropositadas como tu. Será um segredo só nosso... É que uma sabe a pouco e duas são demais."
"Ok. Pronto. Está combinado. Ficas na gaveta. Na tua gaveta, que espero sinceramente não ser ocupada por outras coisas despropositadas como tu. Será um segredo só nosso... É que uma sabe a pouco e duas são demais."
22 agosto 2007
"so please take the chance, be reckless with me ..."
Candyman,Escrevo-te porque voltei a fazê-lo... Eu sei que te magoa, que te incomoda e não contribui em nada para justificar o meu "mais-do-mesmo". E eu sei que tu, a todo o custo, queres acreditar que este é apenas mais um dos meus exageros. Mas não é. E se to digo é porque também eu gostaria que tudo fosse um pouco diferente. Mas, mais uma vez, não é nem vai ser, porque de facto não trazemos nada de bom.
O que nos separa, desconheço, mas a sensação de desconforto que acompanha o nosso silêncio é suficiente para saber que também tu o reconheces.
Queria poder dizer que gosto de ti, que me perdi e me encontrei. Não o posso fazer porque tu não deixas e não me permites qualquer passo em falso. Mas a culpa é minha, não é? Fui eu quem sempre afastei a hipótese de criarmos expectativas, de nos envolvermos, de escrevermos a dois um guião melodramático onde no final a protagonista é beijada pelo galã. Fui eu quem desta vez estragou a história glicodoce. Deve ser esta a sensação de um guionista que mata as suas personagens por orgulho e que se arrepende na fatídica noite da ante-estreia. A crítica adora e aplaude de pé, mas o sabor que fica a quem lhes dá o golpe de misericórdia é sempre azedo.
Mas se eu te disser que estou arrependida podemos cortar alguns "takes"?
12 agosto 2007
vida de cão
Acordo e olho para ela. Espreguiça-se a jeito de Francesca e diz-me um "bom dia, amor" meloso. Corre para o chuveiro porque para variar está atrasada e enquanto lá está tenho a cama só para mim. Estico-me, rebolo-me e esfrego-me nos seus lençois. Ela não gosta muito, mas o "dadinha feia, não faças isso!" não é para ser levado muito a sério.
Sai do banho e veste-se à pressa. O ritual de todos os dias. Eu fico a vê-la, agora da minha cama. É simpática. Caótica, mas amorosa. Está sempre a queixar-se do tempo que não tem. E à conta disso, já passaram por aqui algumas pessoas que nunca ficaram muito tempo. Eu não me importo porque assim tenho-a só para mim. Mas ela às vezes chora. Muito. Felizmente, tão depressa começa como acaba, o que significa hora do passeio. O nosso tempo. Aquele que é só nosso. Onde não há mais ninguém. Nem a Francesca.
Essa é outra. Apareceu há dois anos. Pensei que não sobrevivesse porque era muito pequenina. Mas não. Não só cresceu para contar a sua miserável história, como ainda tem saúde para andar atrás de mim com as garras de fora. É chata e não gosto muito dela. Tem a mania de me roubar os croquetes para brincar com eles. Será que a parva não percebe que é de mau tom brincar com a comida, principalmente quando essa comida é a dos outros? A minha pessoa já está pronta. Dá uma festa à Francesca e outra a mim complementada com um beijo no focinho. Depois pega nas coisas dela e dirige-se para a porta com as chaves na mão.
Volta-se para trás antes de sair e diz: "Volto já. Não demoro muito. Gosto muito de vocês."
Sai do banho e veste-se à pressa. O ritual de todos os dias. Eu fico a vê-la, agora da minha cama. É simpática. Caótica, mas amorosa. Está sempre a queixar-se do tempo que não tem. E à conta disso, já passaram por aqui algumas pessoas que nunca ficaram muito tempo. Eu não me importo porque assim tenho-a só para mim. Mas ela às vezes chora. Muito. Felizmente, tão depressa começa como acaba, o que significa hora do passeio. O nosso tempo. Aquele que é só nosso. Onde não há mais ninguém. Nem a Francesca.
Essa é outra. Apareceu há dois anos. Pensei que não sobrevivesse porque era muito pequenina. Mas não. Não só cresceu para contar a sua miserável história, como ainda tem saúde para andar atrás de mim com as garras de fora. É chata e não gosto muito dela. Tem a mania de me roubar os croquetes para brincar com eles. Será que a parva não percebe que é de mau tom brincar com a comida, principalmente quando essa comida é a dos outros? A minha pessoa já está pronta. Dá uma festa à Francesca e outra a mim complementada com um beijo no focinho. Depois pega nas coisas dela e dirige-se para a porta com as chaves na mão.
Volta-se para trás antes de sair e diz: "Volto já. Não demoro muito. Gosto muito de vocês."
08 agosto 2007
o fatíco mais do mesmo
A expressão a utilizar é "não posso com um gato pelo rabo"... mas causa-me calafrios. A imagem mental que se cria não é das mais estéticas. Por isso uso outra. Não tão verdadeira. Nem tão crua. Com um sem número de corantes e conservantes. Porque prezo a vista com óculos de sol que filtram o que me é nocivo aos olhos. Porque adoro o que é fugaz e ainda mais as perspectivas vistas à lupa. Faço das últimas a minha vida. Perspectivas sem contexto, distorcidas e desencontradas, como nós. Não me pergunto como ou porquê, porque invariavelmente não o sei. Mas sei que dependo das fracções de segundo para as viver. Uma palavra, um gesto, um som num determinado momento fazem estremecer toda uma plateia, então porque não a nós?
07 agosto 2007
les choses d´or
O que mais gosto: o encaixe perfeito. O que menos gosto: o facto desse pormenor nos levar irredutivelmente ao engano. Não é justo, mas sabe bem. No momento em que as palavras não fazem outra coisa senão limitar-nos, vale o silêncio que as espaça. Ainda assim, não suficiente porque nunca nada o é. Poucas são as coisas que fazem a diferença. E também isto não é justo. Todos nós deveríamos ter direito a elas de vez em quando.
As minhas preferidas: o encosto num ombro, um beijo com um suspiro pelo meio, uma mão que se aperta no momento certo e uma palavra que se diz no mais absoluto silêncio.
As minhas preferidas: o encosto num ombro, um beijo com um suspiro pelo meio, uma mão que se aperta no momento certo e uma palavra que se diz no mais absoluto silêncio.
05 agosto 2007
até já
Se tudo não não fosse mais do que aquilo que tenho à minha frente, a minha vida estaria reduzida a dez caixas de cartão. "Aquela sou eu empacotada", digo. Mas daquele monte de caixas desiguais, retiradas de um contentor porque ainda não tinha chegado a hora delas, apenas escolho duas peças que guardo por razões que ultrapassam a utilidade... A minha preferida: um copo que me foi oferecido há já demasiado tempo. Um copo que nunca foi utilizado porque primeiro nunca teve par, porque depois se tornou parte da decoração e finalmente porque se tornou demasiado valioso para correr o risco de se partir nas mãos de quem não lhe conhecia a história. O valor não está de facto no objecto, está sim nas vezes que o quis partir por raiva à pessoa que mo ofereceu, nas vezes em que o segurei com saudade e que hoje faz parte de mim. Foste tu quem bebeu o meu café vezes sem conta, foste tu quem sobreviveu às minhas trevas e que ainda hoje atende o telefone, com uma paciência de santo, e que produz o som típico de quem já me conhece há demasiado. O tempo passou-nos por cima sem que nos déssemos conta e ainda assim tu continuas comigo de uma forma que provavelmente só nós dois entendemos.
Hoje encontrei-te e segui porque é suposto assim ser. Mas no momento em que o telefone toca, a conversa flui sem a noção do tempo ou do espaço que nos separou. Como se de um mero recado esquecido se tratasse. A despedida? Com um breve até já porque de facto é-o sempre.
Hoje encontrei-te e segui porque é suposto assim ser. Mas no momento em que o telefone toca, a conversa flui sem a noção do tempo ou do espaço que nos separou. Como se de um mero recado esquecido se tratasse. A despedida? Com um breve até já porque de facto é-o sempre.
01 agosto 2007
solilóquio
Estou perdida. A história é sempre a mesma. O final já o sei de cor. Ainda assim, não sei o que é o certo ou o errado. Ou melhor sei. Mas não desisto do que é feio, mau ou falso. Não páro de correr. Desta vez em direcção a ti, não no sentido oposto como é habitual. Acho que definitivamente tenho um problema. Daqueles graves. Daqueles que permitem ter uma lúcidez aterradora, e que ainda assim não evita este terrível momento. O momento do solilóquio:
"Não é a ideia mais brilhante que tiveste. Sabes disso não sabes? Respira fundo e acaba com isto de uma vez. Nem tens de te esforçar muito. É tudo uma questão de não piorar o que já foi feito. É uma questão de estares sossegada. Não o alimentes e deixa-o morrer."
30 julho 2007
queixume
Falta qualquer coisa.
E apesar de eu querer a todo custo renunciar a falta que fazes, o esforço nunca é suficiente. Literalmente, nunca chega. Convenço os outros da ausência que não sinto, dos actos helénicos de que sou capaz. Mas também isto não me sobeja.
Fazes-me falta. Espero e desespero porque não sei quem és.
Porque te procuro e não te encontro.
Porque quero a todo custo acreditar que existes,
Ainda que noutro ponto distante do meu.
Serás tu quem:
Rir-se-á das minhas tolices com cumplicidade.
Adormecerá no meu sofá nas tardes de chuva.
Partilhará as minhas longas leituras para a tese.
E me ensinará a fazer café.
Será esta a minha outra pessoa?
E apesar de eu querer a todo custo renunciar a falta que fazes, o esforço nunca é suficiente. Literalmente, nunca chega. Convenço os outros da ausência que não sinto, dos actos helénicos de que sou capaz. Mas também isto não me sobeja.
Fazes-me falta. Espero e desespero porque não sei quem és.
Porque te procuro e não te encontro.
Porque quero a todo custo acreditar que existes,
Ainda que noutro ponto distante do meu.
Serás tu quem:
Rir-se-á das minhas tolices com cumplicidade.
Adormecerá no meu sofá nas tardes de chuva.
Partilhará as minhas longas leituras para a tese.
E me ensinará a fazer café.
Será esta a minha outra pessoa?
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