11 junho 2010

segredos inconfessáveis

Tenho saudades tuas. Muitas. E tenho saudades de me sentir no epicentro de um terramoto quando te aproximas. Tenho saudades de te ter enroscado em mim. E o pior é não to poder dizer. Tenho consciência que continuamos a ter comprimentos de onda diferentes, no entanto, acho que desta vez estou disposta a experimentar o teu.

01 março 2010

momentos de fé

Casar não é uma decisão tomada de ânimo leve. Acho eu.
Ainda assim não deixa de ser um acto de fé. Porque acreditamos que será para sempre e que vamos conseguir ultrapassar todos os momentos maus. Afinal, o que não nos mata, torna-nos mais fortes. Os mais infelizes costumam chamar-lhe irresponsabilidade, eu prefiro dizer que o casamento é um acto de coragem. Hoje em dia já quase parece mal dizermos que estamos apaixonados e isso é sim é pecado.

06 fevereiro 2010

better man

Às vezes sinto que vou perder a paciência mais cedo ou mais tarde. Mas isso é perfeitamente normal vindo de nós. Talvez não seja só eu a desconcertada. E talvez seja também eu, a desconcertante. Estamos num verdadeiro duelo de titãs e às vezes cansa. Se eu podia ter ficado um outro homem? Podia, até podia, mas não era a mesma coisa.

guy next door

Na minha modesta opinião, todas as mulheres deviam ter um. Porque nos alegra logo pela manhã. Porque nos obriga a sair de casa para ir ao café manhoso do lado sem aquelas calças pavorosas. Porque nos faz companhia à varanda nas noites quentes de verão. Porque faz parte da família. Porque nos alimenta a alma. Eu tive dois. Um deles toma conta de mim, o outro toma conta dos meus cães.

05 fevereiro 2010

auto-ajuda para mulheres de fé


Fui ensinada desde sempre a fugir da mediocridade e a não aceitar de forma alguma a fatídica frase do “quem dá o que tem a mais não é obrigado”. Por vezes dou-me conta da sorte que temos e, ainda mais, das sucessivas queixas de que tudo está mal. Este ano, como sabem, prometi ia dar o melhor de mim aos outros.

Ora como devem imaginar, o estado de hibernação profunda em que estive mergulhada nos últimos dois anos causou-me uma espécie de amnésia do “saber viver”, portanto, resolvi assumir publicamente que preciso de ajuda!
Assim que sair do mausoléu vou à Bertrand tratar do assunto.

04 janeiro 2010

em 2010

As coisas nem sempre correm como o esperado, aliás, estatisticamente falando, vou admitir que nunca correm conforme planeado. Por isso em vez de desejar coisas que estão para além da minha capacidade de decisão, vou-me limitar ao que efectivamente posso fazer apenas com uma boa dose de força de vontade.

Este ano vou dar aos outros o melhor de mim!

26 dezembro 2009

à dadinha

Durante doze anos recebi todos os dias o melhor presente que alguém pode pedir. Uma paciência sem fim, carinho e muito, muito amor. E por isso, hoje tomei a decisão mais difícil da minha vida. Hoje decidi que ia ser crescida, que não queria fazer sofrer alguém que me deu tanto. Que literalmente me deu a sua vida. Hoje pedi para a porem a dormir para sempre. Eu também gosto muito de ti Dadinha.

15 dezembro 2009

a idade dos "porquês"

Porque estremeces o chão que piso e não me deixas cair...
Porque tu és eu, numa outra versão. Porque sempre foste uma espécie de alter-ego. Porque tens sempre uma história para contar. Porque também a ti não faltam palavras, emoção e vontade. Porque me conheces como a palma da tua mão. Porque me levas à lua. Porque não há jogos. Fazemos um do outro pessoas melhores e por isso saímos os dois a ganhar.

Já te disse que te amo?

20 outubro 2009

fracções de segundo

Nada dura para sempre, pelo menos mantendo tudo nos mesmos moldes. Porque crescemos, porque nos zangamos ou porque pura e simplesmente é a vida. E ainda que isso nos custe, existem os chamados "pontos sem retorno". Para o bem ou para o mal, são momentos em que não é possível premir o "delete": aqueles que nunca esqueceremos quer queiramos ou não. São estas fracções de segundo responsáveis pela nossa verdadeira identidade e felizmente que até agora não há forma de as catalogar. Portanto, são só nossas. O truque? É aprender a viver com elas e dar-lhes um gosto doce. O outro? É partilhá-las.

28 julho 2009

o efeito luz nas borboletas

Já há largos meses o desfecho do episódio parecia bastante claro. No entanto, o delicioso jogo do "toca-e-foge" prolongou-se tempo demais e tal como asas de borboletas, inflamou e ardeu .
Não há mulher que resista a um homem que a abrace pelas costas. E o homem que o sabe e o faz merece estar num pedestal.
Ainda assim, não me parece que nenhuma de nós ande com os olhos vendados. Não creio que alguém ainda acredite em príncipes encantados, em cavalos brancos e muito menos ainda num salvamento glicodoce como mandava a tradição. Mas ainda assim...
DEIXEM, PELO MENOS, A CAMA ARREFECER
ATÉ DEITAREM LÁ OUTRA!!!

27 junho 2009

which will

Detesto o facto de ramente ter dúvidas e nunca me enganar. E ainda assim continuas a ser sintoma de que não havia outra opção de vida se não esta. Pergunto-me várias vezes se continuarias por perto. Se cumprias o prometido. Se o desfecho seria melodramático como estava previsto.

Which will you go for
Which will you love
Which will you choose from
From the stars above
Which will you answer
Which will you call
Which will you take for
For your one and all
And tell me now
Which will you love the best.
Which do you dance for
Which makes you shine
Which will you choose now
If you won't choose mine
Which will you hope for
Which can it be
Which will you take now
If you won't take me
And tell me now
Which will you love the best.

o momento do "sem retorno"

Sabem aquele momento em que estão dispostos a deixar tudo para trás? O momento em que o estômago estremece e as pernas parecem ser incapazes de suportar o nosso peso? Este é o momento pelo qual vale a pena viver! Portanto, esqueçam as consequências, esqueçam tudo porque a única coisa da qual se vão recordar toda a vida será o instante em que deitaram tudo a perder...

09 abril 2009

# 1 retratos de pessoas da minha vida

A sua forma de inspirar e expirar o ar que entra nos seus pulmões é particularmente interessante. Nada é ao acaso, nem sequer a forma despreocupada com que humedece os lábios. Uma leve passagem da língua pelo lábio superior mostra de forma declarada que a hipótese de um desvio de milímetros é absurda. O seu controlo interior pode comparar-se a uma prisão de alta segurança o que eu acho perfeitamente magnífico. Não porque seja saudável, apenas porque consegue vestir o raio da gabardina durante todos os segundos do dia. Às vezes dou por mim a pensar se nunca lhe passou pela cabeça mandar alguém à merda, se nunca deu um murro na mesa... se algum dia errou. Daí ser-me tão difícil vê-lo como ser humano. Mas na verdade também não preciso. Não é esse o objectivo, não é esse o meu papel e muito menos o dele. Quando for grande quero ser melhor.

09 fevereiro 2009

as coisas que se vão perdendo pelo caminho

Começo a achar que ninguém me leva a sério. E pergunto-me se a culpa será minha ou se não passa de uma grande lacuna da parte deles. Ainda que não siga de forma alguma a minha própria voz, isso não quer dizer que eu esteja redondamente enganada. Aliás, se eu me dou ao luxo de fazer exactamente o contrário do que é suposto, a resposta é clara: simplesmente porque posso. Porque conheço os riscos, porque caí vezes de mais, porque quando dou um passo sei que a qualquer momento posso perder as forças e obrigatoriamente deixar-me levar. O que até nem é mau. Antes pelo contrário, é para isso que vivemos... embora não nos esqueçamos que um dos objectivos principais é sair de lá com vida! Até porque já ninguém morre de amor. E isso sim, é uma pena.

17 dezembro 2008

pieces

Ainda que haja pouca gente a percebê-lo, sei que te devo vida. Tenho para contigo uma dívida que irá para além das minhas capacidades, já que na verdade te devo quem sou.
O mundo está virado do avesso e a culpa só a posso atribuir ao amor - ou neste caso, à falta dele - e que muitas vezes está para além da compreensão dos comuns. Por isso um «muito obrigada» não chega. Fizeste de mim uma pessoa melhor, mais compreensiva e acima de tudo, mais leal para com os valores que construí contigo. Um dia escrevi que a vida não tem qualquer significado sem os outros, porque é neles que nos concretizamos. Acho que fizemos a diferença ainda que tivesse sido apenas um num outro. E isso vale uma vida inteira.

Até já.

"I won't cry
Anyone would rather
Shift their eyes
Than open up their leather
But you, you seem to be the one
So try me please
I'm a better dancer
Than it seems
The lightest floating feather
Is how i feel when i'm with you
So now that i know you
I'm ready to show you
How good i feel'cause anyone can see through me
But you're not anyone
Blaring car horns howl
Through feedback from this city
But i don't hear it now,
The chaos that surrounds me
No, you, you hold my mind's desire
You give me shelter
From all that's done un-pretty
My sold-out, felt-up
Retreated little secrets
Are tucked inside the warmth of you
So now that i know you
I'm ready to show you
How good i feel'cause anyone can see through me
But you're not anyone.." Joan as Police Woman

05 dezembro 2008

real life

Se hoje fosse o derradeiro dia, fugia para os teus braços. Juro que não pensava duas vezes. Sabes como é, certo? Faço de tudo uma grande peça de teatro. Começo a acreditar na minha mãe quando me diz que faço da minha vida um grande melodrama. E por ser assim, hoje sou eu a encenadora da minha própria vida. Então, vou ao teu encontro e agarro-te muito para que não tivesse de dizer nada. Tu ias perceber e retribuias de uma forma que só nós entendemos.
Depois peço-te o divórcio, porque já chegam os lugares, as musicas, os filmes e tudo o que nos rodeia para me lembrar que tenho uma outra parte com a qual não sei viver.
Depois do pacto quebrado, com sangue como manda a tradição, vou ao médico e imploro-lhe que cirurgicamente me arranque o pedaço que tenho a mais e que já não me pertence. E é nesse preciso momento que acordo e penso que ainda não foi desta que tu és tu e eu sou eu. Continuamos a ser um só.

27 setembro 2008

um dia destes

Um dia destes, vou-lhes contar a nossa história. Porque serão anos que com toda a certeza não poderemos apagar e porque teremos outros tantos pela frente. O mais importante não são os marcos, são sim, as razões pelos quais ficam registados. No nosso caso, a razão é simples: temos um objectivo comum. Queremos construir algo que julgamos fazer a diferença. Queremos ser nós, com uma certa tendência para traçar o nosso próprio destino. Partilhamos as mesmas crenças. Partilhamos a vontade e a determinação. Partilhamos algo que os outros não vêem e que nós mal compreendemos. Apesar de tudo isto, sabemos que estamos a fazer o que é certo. E o certo é acreditar.

eternal sunshine of the spotless mind

Se soubesses que às vezes penso no assunto provavelmente rir-te-ias do tremendo absurdo. Tu e eu, e mesmo assim não deixo de o fazer. Por qualquer razão lembro-me dos pormenores ridículos que fizeram e continuam a fazer toda a diferença. Passam-me principalmente pela cabeça as perguntas mais parvas, como por exemplo, se me deixas chegar perto quando for necessário ou se sabes que estarei lá assim que chamares por mim. Ainda que as nossas vidas sejam rectas paralelas e que por isso apenas se cruzarão num infinito longínquo demais, será que sabes que caminhamos lado a lado? Que temos exactamente o mesmo comprimento de onda? Sabes?
Num dia de verão sobre uma falésia qualquer fiz aquilo que a idade não permitia compreender. Hoje sei que na altura fiz os meus votos sobre um mar de prata sem ter noção da sua importância. Mas fi-los contigo.
Para tua informação, tenciono não esquecê-los e acima de tudo pretendo cumpri-los.

18 agosto 2008

round #1

Gosto quando olhas para mim com aquele ar de safado que só tu sabes fazer. Evidentemente que ambos sabemos como irredutivelmente acaba o enredo, mas mesmo assim não deixa de ser um delicioso jogo do toca-e-foge. Para variar, como tudo não passa de um equilíbrio ténue entre o bom e o péssimo, nunca nos entregamos verdadeiramente e tão pouco falamos nisso. É por isso que sou a favor do superficialismo. Porque não magoa mas afaga-nos a alma.

16 agosto 2008

things behind the sun

Há dias em que depressa é noite, e a nossa vida escorre-nos entre os dedos, o que eu considero uma verdadeira perda de tempo. Já noutros, a espera por um novo amanhecer é penosa e faz mal.
Pergunto-me se ainda pensas em mim. Pergunto-me se fui apenas eu, a única alma a ficar agarrada a um tempo que a distância já se encarregou de distorcer. Se assim for, só posso agradecer porque caso contrário seria a minha desgraça. Talvez nunca o tenhas entendido, mas o seu significado será sempre maior do que a intenção de o apagar.
Hoje é um daqueles dias em que me sento no tapete e vejo a vida a escorrer-me entre os dedos. Logo hoje que preferia mil vezes que o dia depressa se tornasse noite.